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Bilheteira online para acesso aos passadiços do Paiva arranca na quarta-feira

A bilheteira online para os Passadiços do Paiva, em Arouca, estará funcional a partir de quarta-feira e deverá emitir até 3.500 bilhetes por dia, para garantia de segurança dos visitantes e evitar níveis de afluência "nefastos para o ambiente".

Os oito quilómetros dessa estrutura chegaram a receber cerca de 8.000 pessoas por dia antes de encerrarem devido a um incêndio em setembro, mas, a partir de 13 de fevereiro, o acesso ao local só será permitido a quem possuir um bilhete para o efeito - comprado previamente na internet ou, em caso de vagas, adquirível no próprio dia da visita, mas só em dois locais de Arouca.

Para o presidente a autarquia, José Artur Neves, esse mecanismo de controlo de entradas revela-se "a melhor forma de manter o equilíbrio do sistema a diferentes níveis", começando pelo que se refere à segurança do público.

"Estávamos a assistir a uma massificação desenfreada da procura e isso ia tornar-se um problema, porque nem as pessoas podiam apreciar devidamente o local com tanta gente a circular, nem nós podíamos garantir eventuais procedimentos de segurança se não soubéssemos ao certo quantos visitantes andavam a circular pelo passadiço", explica.

"Além disso, essa afluência estava a tornar-se nefasta para o habitat natural da zona, que exige contenção, silêncio e respeito, o que se conseguirá mais facilmente agora, já que 3500 pessoas dispersas ao longo de todo o dia por oito quilómetros causam muito menos impacto do que vinha acontecendo até aqui", acrescenta.

Na prática, os interessados em visitar o passadiço ao longo das margens do Paiva deverão aceder ao site www.passadicosdopaiva.pt e escolher o dia de visita ao local e o número de entradas pretendidas. Através de pagamento multibanco (ou cartão de crédito, futuramente), tanto crianças como adultos pagarão 1 euro pelo acesso à estrutura, sendo que cidadãos com residência no concelho poderão adquirir um livre-trânsito por 2,5 euros.

O número de visitantes autorizado em cada dia é 3.500, mas operadores turísticos poderão obter acesso ao passadiço para além desse limite, requisitando-o através de um canal específico. Para oportunidades de última hora, "a pensar em quem possa estar em Arouca por outros motivos e decida repentinamente visitar o Paiva", também será possível adquirir bilhete para o próprio dia, mas, nesse caso, a compra só é possível já no concelho, na Loja Interativa de Turismo ou no Bar do Areínho, num dos extremos do percurso pedonal em causa.

Um troço do trajeto sobre o rio permanecerá acessível gratuitamente, numa extensão de cerca de 1.000 metros entre a praia do Areínho e o topo da Garganta do Paiva.

A aquisição do bilhete será confirmada, por sua vez, com um código de barras que o visitante terá que apresentar impresso ou no telemóvel a um dos funcionários que agora controlarão o acesso ao passadiço, entre as 09:00 e as 17:00 no horário de inverno (vigente até final de março) e depois entre as 07:30 e as 20:00, no período de verão.

José Artur Neves acredita que o sistema "vai funcionar muito bem" e que a entrada paga não será impedimento à visita, dado que a autarquia tem registado "imensa procura" por agências de viagens e operadores turísticos. "O site já foi consultado por interessados de 141 países e um dos primeiros grupos que vamos ter agora na reabertura, por exemplo, é de turistas israelitas, uma nacionalidade que nem é muito comum por cá", realça.

Quanto à receita a arrecadar com as visitas, o presidente da Câmara afirma que essa será aplicada na remuneração dos novos postos de trabalhos criados pela estrutura e na manutenção do próprio passadiço. "Será um valor irrisório, mas não deixa de ser uma ajuda", declara.

Lusa

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