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GEOTA tem dúvidas sobre projeto da Câmara de Lisboa para a 2ª Circular

O Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA) defendeu hoje que o projeto da Câmara de Lisboa para a Segunda Circular não deve avançar por provocar "demasiadas dúvidas" em questões urbanísticas e de mobilidade.

Em comunicado, a associação ambientalista "considera que há demasiadas dúvidas para se avançar com um projeto que representa um custo superior a 1% do orçamento anual da Câmara Municipal de Lisboa", que era de 757,7 milhões de euros aquando a sua aprovação.

Para o GEOTA, "a abordagem ao tema da mobilidade deverá ser global e não parcelar, como aquela que está a ser proposta neste caso"

"Apesar de o projeto cumprir alguns dos objetivos previstos no Plano Diretor Municipal (PDM) de Lisboa, tem também consequências contrárias ou desalinhadas com outros objetivos do PDM, tais como a promoção do transporte coletivo", frisa o grupo, referindo que falta "um enquadramento de conjunto e uma análise de prioridades".

Neste documento urbanístico, recorda o GEOTA, é estipulada a intenção de melhorar a mobilidade na cidade, o que passa por uma aposta no transporte público coletivo.

Porém, o grupo afirma ter "dúvidas sobre o alcance destes objetivos com o projeto proposto para a Segunda Circular".

"O que questionamos é o alcance dos objetivos [...], por via de uma intervenção à escala municipal sobre problemas de escala metropolitana - como é o caso da mobilidade -,e se este é um projeto prioritário na apertada gestão financeira que a Câmara tem de fazer para a cidade de Lisboa", refere a associação.

Acresce que, de acordo com estes especialistas em ambiente, "estão por responder questões, como as opções possíveis para atingir os objetivos propostos, a justificação para a escolha daquela opção em detrimento de outras e da respetiva análise custo-benefício ou custo-eficácia".

"Por isso, o projeto não deverá avançar", aconselham.

Ainda assim, o GEOTA sublinha ser favorável à aplicação de "medidas de restrição ao transporte individual, em especial no interior da cidade".

Contudo, estas devem ser "completadas com medidas que garantam a mobilidade das pessoas, onde o transporte coletivo deve ser claramente a prioridade", conclui-se.

Tendo o intuito de melhorar a fluidez do tráfego e conferir mais segurança à Segunda Circular, a maioria PS na Câmara de Lisboa propôs-se a requalificar a via, o que passa por diminuir em 10% o tráfego de atravessamento, através da reformulação de alguns acessos e dos nós de acesso, e por reduzir a velocidade de 80 para 60 quilómetros/hora.

O município quer também criar um separador central maior e arborizado, reduzir a largura da via da direita, montar barreiras acústicas (reduzindo o ruído em 50%), reabilitar a drenagem e do piso e renovar a sinalética e a iluminação pública (permitindo uma quebra de 60% no consumo).

Lusa

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