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Ministério ameaça suspender a atividade da Centroliva por violação da legislação ambiental

O Ministério do Ambiente ameaça encerrar uma indústria que se dedica à produção eletricidade, através da queima de resíduos de lagares e biomassa florestal, em Vila velha de Ródão. A Centroliva, apontada como uma das principais fontes de poluição do rio Tejo, tem 30 dias para adotar as medidas determinadas pela Inspeção Geral do Ministério do Ambiente.

JOSE FREITAS

Caso no prazo de 30 dias a Centroliva não passe a laborar no cumprimento da legislação ambiental, "a Inspeção Geral do Ministério do Ambiente determinará a suspensão da atividade da empresa".

A Inspeção do Ambiente determinou ainda que num prazo de cinco dias a empresa "adote as medidas mais urgentes com vista à limpeza dos solos e remoção das terras contaminadas".

A unidade industrial tem sido apontada como uma das principais e recorrentes fontes de poluição atmosférica e do rio Tejo.

Em comunicado, o Ministério do Ambiente adianta que a empresa tem sido alvo de várias inspeções, "tendo sido reiteradamente detetada a prática de contraordenações ambientais muito graves".

Contactado pela SIC, o Presidente da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão disse concordar com o encerramento, caso a empresa continue a não cumprir a legislação ambiental, com prejuízos para as populações e os investimentos feitos no turismo no concelho. "Queremos desenvolvimento e emprego, mas não a qualquer custo", disse o autarca. Adiantando que têm sido feitos "grandes investimentos no turismo que estão a ser postos em causa por causa da poluição".

Na passada terça-feira, dia 2 de fevereiro, autarcas de sete municípios da região do Médio Tejo

estiveram na Assembleia da República para alertarem os deputados para os problemas de poluição do rio e pedirem uma intervenção rápida da tutela.

A SIC procurou ouvir a administração da Centroliva mas não obteve resposta.

Carla Castelo, SIC

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