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Politécnico do Porto reestrutura mais de uma dezena de cursos

O Instituto Politécnico do Porto (IPP) vai reformular a oferta formativa, passando das atuais sete para oito escolas, o que implica a reestruturação de mais de uma dezena de cursos, explicou esta quarta-feira a sua presidente, Rosário Gamboa.

(Arquivo)

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© Jose Manuel Ribeiro / Reuters

A reforma do IPP, cujo início de discussão data do verão de 2014, foi esta tarde aprovada pelo conselho geral desta instituição de Ensino Superior, que conta atualmente com mais de 18 mil alunos.

De entre várias alterações sobressaem as mudanças no polo 2 do IPP, o de Vila do Conte/Póvoa de Varzim, que atualmente é ocupado pela Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão (ESEIG) e que será transformada em Escola Superior de Hotelaria e Turismo (ESHT), com três licenciaturas e dois mestrados, somando-se a criação da Escola Superior de Media e Design (ESMD) com quatro licenciaturas e dois mestrados.

Questionada sobre quando entrarão em vigor as alterações que dizem respeito à atual ESEIG, Rosário Gamboa preferiu não adiantar prazos nem datas, avançando apenas que "quando a nova visão arrancar o IPP manterá o mesmo número de vagas e de oferta".

As escolas partilharão serviços, nomeadamente os administrativos.

Em sentido inverso, alguns cursos que atualmente estão no polo de Vila do Conde/Póvoa de Varzim, nomeadamente os relacionados com a área de engenharia, vão passar para o Porto para integrar o Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP).

Já o curso de Recursos Humanos, bem como o de Ciências e Tecnologias da Documentação e Informação, vão integrar o Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto (ISCAP).

No total, contando com o curso de engenharia mecânica cuja transferência para o Porto foi feita no último ano letivo, serão cinco as licenciaturas alvo de transição no que se refere às alterações do polo 2 que ainda inclui mudanças de formações/disciplinas atualmente ministradas no ISCAP e na Escola Superior de Música, Artes e Espetáculo (ESMAE).

Rosário Gamboa vincou que esta reestruturação "teve e terá muito em conta a participação e opinião dos alunos, e, através deles, das suas famílias, bem como dos docentes e outros membros da esfera académica".

A presidente do IPP afirmou que as transições poderão ser feitas por etapas e "sempre com comissões de transição" associadas ao processo, "não existindo um figurino único" em relação à forma como cada curso ou área será reestruturado.

De forma geral, esta reforma do IPP traduz-se na reafetação de cursos entre unidades orgânicas, num total de 17 cursos, na descontinuidade de dois e na criação de três novos.

Lusa

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