sicnot

Perfil

País

Lisboa quer financiar rede de bicicletas partilhadas com fundos comunitários

A Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) quer recorrer a fundos comunitários para financiar a rede de bicicletas partilhadas da cidade, que deverá estar em funcionamento na primavera de 2017, foi hoje anunciado.

Luca Bruno

"Estamos a ver se, no âmbito dos programas do Portugal 2020 e outros programas europeus, podemos candidatar [o projeto]", disse à agência Lusa o administrador da EMEL, João Dias.

Tendo em conta que alguns programas "promovem a mobilidade sustentável (...), temos esperança que um sistema desta natureza possa ter cabimento e ser elegível", acrescentou o responsável, indicando que a EMEL tem vários projetos financiados por fundos comunitários, como o da frota elétrica.

Em outubro passado, a EMEL lançou um concurso público para "aquisição, implementação e operação do Sistema de Bicicletas Públicas Partilhadas na cidade de Lisboa", com um valor base de 28.904.000 euros e um prazo contratual de 108 meses (nove anos).

Porém, devido à exclusão por questões formais das 10 candidaturas apresentadas - que eram, essencialmente, de empresas estrangeiras -, a EMEL decidiu lançar um novo concurso, o que deverá acontecer "até ao final do mês", estimou João Dias.

Dos critérios de adjudicação fazem parte a "proposta economicamente mais vantajosa" (que vale 50% no coeficiente de ponderação), a experiência de utilização da bicicleta (30%), as componentes funcionais (10%) e a imagem (10%).

Em causa está uma rede de 1.410 bicicletas distribuídas por 140 estações: 92 no planalto central da cidade, 27 na baixa e frente ribeirinha, 15 no Parque das Nações e seis no eixo central (que abrange as avenidas Fontes Pereira de Melo e da Liberdade).

João Dias salientou que se optou por este modelo de prestação de serviços "pelo custo", já que, além de a EMEL não ter de pagar uma caução ao privado por assumir a incerteza das receitas, ficará também a explorar a publicidade e a bilhética.

De acordo com o plano de negócio do projeto, o passe anual deverá custar 36 euros e o bilhete diário 10 euros, pelo que a empresa perspetiva uma receita de 897.321 euros por ano.

Pela publicidade, a EMEL tenciona cobrar 350 euros por bicicleta o que deverá representar um encaixe financeiro anual de 401.220 euros.

O dirigente referiu que o modelo escolhido permitirá ainda "ajustar os tarifários e ajustar o modelo [da rede] em função daquilo que é a procura".

Em dezembro passado, o vereador do CDS-PP no município lisboeta, João Gonçalves Pereira, criticou o modelo por considerar que os riscos vão recair sobre o município em caso de incumprimento do privado.

João Dias garantiu que "a qualidade da operação está completamente assegurada" e assinalou que o valor médio por bicicleta se centra em 2.906 euros de investimento inicial e em 1.400 euros anuais de manutenção, o que está "dentro dos valores de referência".

O representante adiantou que o concurso já prevê uma "pequena expansão" da rede, que estará articulada com o "programa de ciclovias que a Câmara Municipal está a preparar".

Quanto a prazos, João Dias disse que a empresa tencionar ter o projeto em pleno funcionamento "na primavera do próximo ano", sendo que ainda este ano deverá "arrancar uma zona piloto".

Lusa

  • "Estamos vivos"
    11:41

    Reportagem Especial

    Os incêndios de 15 de outubro provocaram sete milhões de euros de prejuízos em empresas da região Norte. Castelo de Paiva foi o concelho mais atingido, o fogo destruiu várias casas e empresas que davam trabalho a cerca de 200 pessoas. Um mês depois do incêndio, a Reportagem Especial da SIC foi ver o que está a ser feito para ajudar a população.

  • Administrador recebia 420 mil € por ano quando aldeamento passava dificuldades
    4:39

    Operação Marquês

    A Caixa Geral de Depósitos tentou cortar para metade o salário do presidente do Conselho de Administração de Vale do Lobo, mas não conseguiu. Diogo Gaspar Ferreira ganhava 420 mil euros por ano, quando o empreendimento estava enterrado em dívidas. A Autoridade Tributária estima também que o arguido da Operação Marquês não tenha declarado 400 mil euros pagos pelo aldeamento.

  • Estudante português desaparecido no mar Báltico

    País

    Um jovem português de 21 anos desapareceu na segunda-feira, dia 13 de novembro, enquanto fazia uma viagem de cruzeiro entre a cidade finlandesa de Helsínquia e a capital da Suécia, Estocolmo. As autoridades locais fizeram buscas na madrugada em que Diogo Penalva caiu ao mar Báltico, por volta das duas da manhã.

  • Notas e moedas têm os dias contados?
    6:27
  • Político oferece 1,3 milhões por decapitação de atriz

    Mundo

    Deepika Padukone é uma das personagens principais do filme que retrata a relação entre uma rainha hindu e um governante muçulmano. O filme enfureceu um político do Governo indiano, que ofereceu 1,3 milhões de euros como recompensa a quem decapitasse a atriz. A polícia já destacou agentes para proteger a atriz, bem como a sua família.

  • Paris inaugura primeiro restaurante naturista

    Mundo

    Para entrar, é preciso retirar a roupa e apenas as mulheres podem permanecer calçadas. O primeiro restaurante naturista de Paris abriu em novembro para responder a uma necessidade em França, principal destino do mundo para os praticantes de nudismo.

  • Peru faz aparição especial na Casa Branca
    1:10

    Mundo

    Os norte-americanos estão a preparar-se para o tradicional Dia de Ação de Graças, assinalado na próxima quinta-feira. O tradicional peru fez esta terça-feira uma aparição especial na sala de conferências de imprensa, na Casa Branca, em Washington. O peru é o prato tradicional no Dia de Ação de Graças, uma data de louvor a Deus, que remonta ao século XVII e que é celebrada na quarta quinta-feira de novembro, sobretudo nos Estados Unidos da América e no Canadá.

  • Sara Sampaio brilha em Xangai
    1:50