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Restauração de Amarante receia efeitos da subida do caudal do rio no negócio

O forte caudal do rio Tâmega em Amarante está a preocupar a restauração da baixa da cidade, devido à possibilidade de cancelamento dos jantares se o rio subir, admitiu à Lusa o presidente da Câmara.

"A restauração da baixa da cidade não sabe o que há de fazer, se fechar portas ou arriscar", afirmou José Luís Gaspar.

O autarca, acompanhado do comandante operacional da proteção civil municipal, percorreu esta tarde vários estabelecimentos da baixa da cidade, nomeadamente restaurantes e confeitarias, para informar os proprietários sobre as previsões meteorológicas das próximas horas.

Falando à Lusa à entrada de um dos restaurantes mais conhecidos e turísticos da cidade, Gaspar afirmou: "Eles [comerciantes] estão um bocado indecisos, hora após hora à espera de indicações de última hora para verem se podem manter os seus estabelecimentos abertos".

O presidente da Câmara disse ter indicações de que, dentro de duas horas, poderá acalmar a intensidade da chuva. "Se assim for, até às 20:00, acreditamos que as coisas possam vir a melhorar", informou.

No entanto, ressalvou, ainda se mantém o alerta laranja, "com todas as preocupações", porque, anotou, "de um momento para o outro, as coisas podem-se inverter, mas não é expectável que isso aconteça".

Na última noite, o rio Tâmega subiu bastante e esteve próximo de atingir a quota baixa da área urbana, mas ainda longe do nível alcançado na noite de 10 de janeiro, quando a água saiu do leito e invadiu alguns arruamentos.

No resto do maior concelho do distrito do Porto, no dia de hoje, houve duas ocorrências relacionadas com o mau tempo que o autarca de Amarante assinalou.

A mais preocupante foi o deslizamento de terras junto às obras do túnel do Marão, na freguesia de Ansiães, que impediu a circulação numa via e causou prejuízos em duas habitações. Idêntica situação ocorrera no dia 10 de janeiro, também devido ao mau tempo, quando duas casas estiveram em perigo.

Gaspar disse esperar que, após as obras que ainda decorrem, a situação possa ser definitivamente resolvida pelo concessionário da autoestrada do Marão, para garantir que nada de grave ocorra naquela zona do concelho.

A segunda situação ocorreu na zona da Torre, na sede do concelho, onde caiu um muro, obstruindo o único acesso viário a várias habitações. A situação, disse, já foi resolvida pelos serviços da Câmara Municipal.

Lusa

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