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PCP diz que solução do Governo PS para a TAP não serve interesses do país

O PCP afirmou hoje que a solução encontrada pelo Governo PS para a TAP "não serve os interesses do país", considerando lamentável que "muitos dos que choram sobre o leite derramado" tenham apoiado as decisões do executivo PSD/CDS-PP.

(Arquivo)

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© Paulo Whitaker / Reuters

"Esta solução encontrada pelo Governo do PS não corresponde, não serve os interesses do país até porque mesmo recuperando parte do capital para o Estado, a gestão da empresa mantém-se privada", afirmou o líder parlamentar comunista, João Oliveira, em declarações no parlamento.

O presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, tem sido um dos protagonistas políticos mais ativos contra a decisão de descontinuação de diversas rotas aéreas da TAP a partir do aeroporto Sá Carneiro, em Pedras Rubras.

"É uma pena que só se tenham lembrado do Porto agora. Quando o anterior Governo teve em curso o processo de privatização, quando essas preocupações já se colocavam todas era preciso ter juntado forças. Infelizmente, muitos daqueles que hoje choram sobre o leite derramado, na altura devida não tomaram as posições que deviam e acompanharam até as posições do Governo PSD/CDS", criticou João Oliveira.

Para o PCP, "o controlo e propriedade públicos da TAP são condições decisivas para que ela possa cumprir o seu papel estratégico".

"No seu papel estratégico incluem-se rotas que correspondem a conceções de unidade do Estado, igualdade de tratamento entre portugueses e de desenvolvimento intra e inter-regional", destacou o chefe da bancada parlamentar comunista.

Entretanto, a TAP reiterou que as quatro rotas europeias canceladas a partir do Porto (Bruxelas, Barcelona, Roma e Milão) representavam um prejuízo de 8,02 milhões de euros.

Segundo o acordo entre o Governo PS e o consórcio Gateway, o Estado vai pagar 1,9 milhões de euros para ficar com 50% da empresa (em vez de 34% negociados pelo anterior executivo PSD/CDS), enquanto o consórcio privado vai passar de 61% do capital da companhia para 45%, podendo chegar aos 50%, com a aquisição do capital à disposição dos trabalhadores.

O Estado passa ainda a nomear o presidente do conselho de administração da companhia aérea, composto por 12 elementos - seis escolhidos pelo Estado e seis pelo consórcio privado. Já a comissão executiva, liderada por Fernando Pinto, terá três membros, nomeados pelos acionistas privados.

Os comunistas prometem continuar a "escrutinar, de forma tão apertada quanto possível" as "opções estratégicas" que vierem a ser tomadas pelos responsáveis daquela transportadora aérea, sobretudo, "a nível parlamentar".

Lusa

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