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Vieira da Silva diz que fuga de cérebros do país compromete crescimento da economia

O ministro do Trabalho disse esta sexta-feira que a fuga de cérebros de Portugal compromete o crescimento da economia, defendendo o enquadramento destes jovens qualificados em empresas, através da cooperação com universidades e centros tecnológicos.

Lusa

Lusa

MIGUEL A. LOPES

Este foi um dos temas debatidos na reunião que decorreu, hoje e na quinta-feira, em Estocolmo, promovida pela ministra sueca do Trabalho, Ylva Johansson, designada «Aprendizagem Mútua de Alto Nível», dedicada ao tema «Desenho e implementação de estratégias efetivas de apoio à integração e retenção de jovens em risco, no mercado de trabalho».

No encontro, o ministro português Vieira da Silva afirmou que «o risco de fuga de cérebros e o fraco retorno do investimento público em educação» compromete «o potencial de crescimento da economia portuguesa».

«Há países que estão a receber muitos milhares de jovens e há outros países, como Portugal, que estão a perder milhares de jovens e com elevada qualificação».

Vieira da Silva adiantou que haverá sempre jovens que procurarão completar a sua formação profissional ou dar os primeiros passos da sua vida ativa no estrangeiro.

«Isso sempre aconteceu, desde que estamos na União Europeia. O problema é quando esse número se transforma num número muito relevante e afeta o país como um todo, e é isso que estamos empenhados em combater», sublinhou.

Vieira da Silva considerou que travar a saída destes jovens do país «é um trabalho difícil», porque «funciona um pouco como uma bola de neve», uns jovens vão seguindo outros e, às vezes, até partem por ligações familiares.

«Não é tão fácil travar (esta corrente) como foi infelizmente rápido o crescimento desta emigração, mas um aspeto fundamental é favorecer o enquadramento, nas empresas que trabalham em Portugal, desses jovens, através de estímulos à cooperação entre universidades e empresas, e centros tecnológicos e as empresas», defendeu.

Para o ministro, e economia portuguesa deve valorizar melhor as qualificações dos jovens, porque, "em muitos casos, essa saída já não é devida à falta de emprego, mas sim às remunerações que caíram significativamente e que são inferiores àquelas que se podem obter noutros países".

O ministro afirmou, no encontro, que «elevados níveis de desemprego combinados com a instabilidade no mercado de trabalho e a deterioração das vantagens associadas ao prolongamento da escolaridade, tem empurrado milhares de jovens trabalhadores qualificados para a procura de melhores oportunidades fora de Portugal».

Lusa

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