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Uber disponível para dialogar com operadores do setor da mobilidade

A empresa que gere o serviço Uber em Portugal considerou que os taxistas, que hoje protestam no aeroporto de Lisboa, têm direito a manifestar-se de forma pacífica e mostrou-se disponível para dialogar com os operadores no setor da mobilidade.

(Arquivo)

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PEDRO NUNES

Dezenas de taxistas estão hoje à tarde concentrados à porta das chegadas do aeroporto da Portela, em Lisboa, numa manifestação espontânea em protesto contra o serviço de transporte privado Uber (requerido através de uma aplicação móvel), não havendo, por isso, serviço de táxis no local.

Numa nota enviada à agência Lusa, a Uber considera que "qualquer grupo tem o direito de se manifestar, desde que de forma pacífica e em respeito pela ordem e tranquilidade públicas".

"Esperamos que a moderação e o bom senso prevaleçam", realça, na nota, a empresa.

A Uber defende que as soluções tecnológicas podem "ajudar a melhorar e a modernizar o setor da mobilidade como um todo" e afirma que "os táxis e as aplicações de mobilidade, como a Uber, podem coexistir e trabalhar de forma conjunta para dar resposta a esta procura".

"Acreditamos que o diálogo e o entendimento mútuo com operadores no setor da mobilidade devem ser o caminho a seguir: estamos sempre abertos à discussão com todas as entidades públicas e privadas", acrescentou a empresa.

Como explicou à Lusa Eduardo Cacais, da Federação Portuguesa do Táxi (FPT), a manifestação espontânea "surgiu depois de um taxista ter pedido a um agente da PSP para identificar um veículo da Uber e o agente mandou embora o veículo e autuou o taxista".

A atuação do agente da PSP "motivou este sentimento de revolta": "Sentimo-nos lesados", disse.

Desde as 14:00 não há serviço de táxi no aeroporto. Os veículos estão todos parados nas praças de táxi e nas suas imediações.

Eduardo Cacais adiantou que "a PSP está a anotar as matrículas dos táxis" que estão ali parados (fora das praças de táxi).

No protesto estão presentes o presidente da Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL), Florêncio Almeida, e o presidente da FPT, Carlos Ramos.

Os dirigentes foram recebidos por um representante da ANA -- Aeroportos de Portugal, pelas 16:00.

Quando saíram da reunião, seguiram para a residência oficial do primeiro-ministro. Os taxistas irão manter-se em protesto no aeroporto até que estes representantes regressem.

Lusa

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