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Embaixada está a acompanhar o caso dos 11 portugueses detidos no Brasil

A Embaixada portuguesa em Brasília está a acompanhar a situação dos 11 portugueses detidos hoje na capital brasileira por associação criminosa e estelionato (crime semelhante à burla), disse à Lusa uma fonte diplomática.

(Reuters / Arquivo)

(Reuters / Arquivo)

© Nacho Doce / Reuters

"A Embaixada está a acompanhar a situação. Já foram feitos os contactos com a Polícia Civil. Na próxima segunda-feira serão retomados para recolha de mais elementos", afirmou uma fonte da Embaixada de Portugal na capital brasileira.

Segundo a mesma fonte, os 11 portugueses encontram-se no complexo da Polícia Civil em Brasília sob o regime de "detenção temporária" de cinco dias para recolha de depoimentos e elementos de prova por parte do delegado da Polícia Civil responsável pela investigação.

Após esse período, os 11 poderão ser libertados, ver a sua detenção prorrogada por mais cinco dias para aprofundamento das investigações ou ficar detidos preventivamente, explicou.

De acordo com a mesma fonte, os 11 portugueses já residem há algum tempo aqui na área do Distrito Federal.

A Embaixada ainda não falou com nenhum dos detidos, mas a mesma fonte espera encontrá-los muito em breve "para saber se precisam de alguma coisa".

Em comunicado enviado à agência Lusa, a Polícia Civil informou que os 11 portugueses "vão responder pelos crimes de associação criminosa e estelionato e a pena pode chegar até oito anos de reclusão".

No âmbito da ação policial, denominada "Operação Ilusionista", também foram apreendidos oito veículos considerados de luxo e muitos produtos falsificados.

Segundo a polícia, os portugueses "apresentavam-se em carros de luxo e bem vestidos" e "simulavam que estavam a fechar um 'stand' de vendas num centro comercial da cidade e a voltar para a Europa, mas que o imposto seria muito alto para retornar com os produtos".

"Dessa forma, explicavam às vítimas que vendiam as mercadorias a preço de custo", informou a mesma entidade policial, segundo a qual os detidos compravam os produtos "falsificados" a baixo custo no Estado de São Paulo e obtinham lucros de mais de 90%.

Lusa

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