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Película criada na UMinho prolonga tempo de vida de alimentos perecíveis

O Centro de Engenharia Biológica da Universidade do Minho (UMinho) criou uma película protetora que prolonga "consideravelmente" o tempo de conservação dos produtos alimentares perecíveis, disse hoje à Lusa um responsável pela investigação.

Universidade do Minho.

Universidade do Minho.

António Vicente explicou que a película já foi testada, por exemplo, com mangas, frutos que, revestidos por aquela película, resistiram, a uma temperatura frigorífica, durante 45 dias, enquanto sem ela se ficaram pelos 33.

"É uma vantagem considerável, sobretudo se pensarmos em termos de exportação", referiu.

Segundo António Vicente, a película pode ser utilizada nos mais variados alimentos perecíveis, como peixe, frutas, queijos ou enchidos.

Resultado de uma investigação desenvolvida ao longo de uma década, a película é feita com materiais comestíveis, extraídos de plantas.

"Com esta nova tecnologia, é possível diminuir o desperdício alimentar e, ao mesmo tempo, reduzir a utilização de materiais sintéticos na conservação dos alimentos", sublinha o Centro de Engenharia Biológica da UMinho.

A película já está disponível para comercialização, que ficará a cargo de uma spin-off daquele centro -- a Improveat.

"Além dos testes laboratoriais, também já foram testes industriais e os resultados são francamente positivos", acrescentou António Vicente.

O próximo desafio é incorporar naquela película agentes antioxidantes e antimicrobianos e, até, alguma cor, através de corantes naturais.

O Centro de Engenharia Biológica da UMinho conta com uma equipa de mais de 300 investigadores e opera nas áreas da Biotecnologia e Bioengenharia Ambiental, Industrial e Alimentar e da Saúde.

Por ano, consegue uma média de 3 milhões de euros de financiamento, entre instituições públicas e parcerias com a indústria.

Criou 13 empresas e tem 16 patentes concedidas.

Faz parte de programas como o MIT Portugal e tem investigadores de 36 nacionalidades.

Lusa

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