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Santos Silva diz que anterior Governo se ajoelhou perante a Alemanha sem necessidade

O ministro dos Negócios Estrangeiros acusou hoje o anterior Governo (PSD/CDS-PP) de se ajoelhar perante a Alemanha quando tal não era necessário e defendeu a necessidade de políticas económicas que favoreçam o crescimento do emprego e a consolidação orçamental.

MANUEL DE ALMEIDA

"É muito fácil ser ambicioso quando se está de fora e costuma ser inversamente proporcional a quando se estava de dentro. É natural que aqueles que se caracterizaram pelo seguidismo e pela - vamos dizer assim - suavidade quando tinham obrigação de lutar pelos interesses europeus e pelos interesses portugueses na Europa se caracterizem agora pela ambição e queiram que os outros façam já mil vezes mais do que eles conseguiram fazer", disse Augusto Santos Silva, durante o debate na especialidade da proposta de Orçamento de Estado para 2016, com as comissões parlamentares de Orçamento e Finanças e de Assuntos Europeus.

"Não vale agora querermos invadir a Alemanha porque a Alemanha resiste ao seguro de depósito de garantia. Bastava não termos ido ajoelhar perante a Alemanha em momentos em que esse ajoelhamento não era necessário", afirmou o "número dois" do Governo socialista.

Para Santos Silva, "a questão mais importante é saber se somos ou não determinados na combinação de políticas económicas que favoreçam o crescimento de emprego e políticas económicas que favoreçam também a consolidação orçamental".

Dirigindo-se ao deputado do PSD Miguel Morgado, que acusou o Governo de evidenciar uma "extraordinária, espantosa e surpreendente falta de ambição", o chefe da diplomacia disse que os sociais-democratas "esquecem as primeiras, porque supostamente as segundas seriam por si mesmas miraculosas".

Na sua intervenção inicial, o ministro apontou que Portugal foi pioneiro na apresentação de um esboço de orçamento em Bruxelas, no âmbito do chamado semestre europeu, o que permitiu "incorporar na proposta de lei que o Governo apresentou à Assembleia da República o resultado das discussões técnicas e das avaliações que foi possível ter ou suscitar com o conjunto das autoridades europeias", algo que, acrescentou, não "beliscou a soberania nacional".

Lusa

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