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Vela pode estar na origem do incêndio na Cova da Moura

O incêndio que vitimou, hoje de madrugada, um homem, de 74 anos, e uma mulher, com 73, numa casa na Cova da Moura, pode ter sido originado por uma vela, admitiu o comandante dos Bombeiros Voluntários da Amadora.

"Provavelmente foi uma vela, porque a casa tinha lixo até ao teto e não tinha eletricidade, portanto, aquilo foi uma vela que ficou para ali", disse à Lusa o comandante Mário Conde.

O fogo na casa de piso térreo na Rua das Hortas, no centro do bairro da Cova da Moura, deflagrou pelas 04:05 e provocou a morte aos dois moradores, que foram retirados inconscientes da habitação e assistidos no local por uma equipa do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

"A extinção do fogo foi rápida, o rescaldo é que foi mais complexo devido ao que a habitação tinha lá dentro", descreveu o comandante dos bombeiros, acrescentando que o sinistro foi extinto em cerca de meia hora.

Mário Conde apontou que "havia meio metro entre o teto e o lixo", sublinhando a enorme quantidade de resíduos, sacos, roupas e objetos e lixo que se encontravam no interior da habitação.

Um vizinho que morava ao lado da casa também sofreu ferimentos ligeiros, "por intoxicação de fumos, mas foi assistido no local e não foi preciso ir ao hospital", adiantou.

"Supõe-se, pelas informações que temos, que tenha sido uma vela a provocar o fogo", confirmou o comandante do Serviço Municipal de Proteção Civil da Amadora, Luís Carvalho, embora notando que a investigação se encontra a cargo da Polícia Judiciária.

Segundo Mário Conde, as principais dificuldades no combate ao sinistro derivaram dos "efeitos da combustão, dos fumos, porque labareda não houve muita" e "o fogo foi extinto sem grande dificuldade, o grande problema foi o acesso à habitação".

"Aquela situação não estava identificada pela assistente social. O filho sabia, mas a nível de instituições ninguém sabia de nada", adiantou o comandante dos bombeiros, em relação à situação de acumulação de objetos no interior da residência.

O responsável da Proteção Civil esclareceu que, apesar de alguns moradores referirem que já tinham avisado para a situação dos idosos, "os serviços de Ação Social, que possuem uma intervenção mais visível, não tinham o caso sinalizado".

"Estamos a fazer operações de limpeza, mas dada uma grande acumulação de lixo vamos prolongar os trabalhos até ao final do dia", revelou Luís Carvalho, frisando que a demora também decorre das necessidades de recolha de elementos pelas autoridades policiais.

Os bombeiros da Amadora desalocaram para o combate ao fogo seis viaturas e 18 voluntários e no local estiveram ainda elementos do INEM, do Serviço Municipal de Proteção Civil, da PSP e da Polícia Judiciária, para investigar as causas do incêndio.

Lusa

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