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Federação de Tauromaquia contra alterações à garraiada da academia de Coimbra

A Federação Portuguesa de Tauromaquia (Protoiro) rejeitou hoje eventuais alterações à garraiada da Queima das Fitas de Coimbra, proposta pelo PAN, defendendo o que considerou "uma tradição viva" enraizada na academia e na sociedade.

(Arquivo)

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REUTERS

"A garraiada é uma tradição viva e plenamente aceite pelos cidadãos em geral e pelos estudantes de Coimbra em particular", disse hoje à agência Lusa Helder Milheiro, ativista das atividades taurinas e membro da comissão executiva da Protoiro.

Na segunda-feira, o partido Pessoas Animais Natureza (PAN) criticou a lide de animais jovens na praça de toiros da Figueira da Foz, integrada ano após ano no cartaz da Queima das Fitas dos estudantes da Universidade de Coimbra UC), a que se juntam os colegas das demais escolas superiores da cidade.

Em comunicado, o PAN saudou o "diálogo positivo e construtivo" encetado com o Conselho de Veteranos (CV) da academia de Coimbra, o qual admitiu que o programa da garraiada possa no futuro ser alterado para salvaguardar os direitos dos animais.

Não foram ainda tomadas decisões, mas o 'dux veteranorum' João Luís de Jesus, que preside aos trabalhos do CV, disse na ocasião à Lusa que estão a ser ponderadas alterações ao programa a fim de responder "ao que a sociedade está a questionar" nas atividades tauromáquicas.

"A praça da Figueira tem sempre uma grande moldura humana" no dia do espetáculo taurino dos estudantes de Coimbra, adiantou Hélder Milheiro, realçando que importa ter em conta as opções de "muitos milhares" de pessoas que assistem à garraiada.

Na sua opinião, a iniciativa tem sido contestada "por um pequeno grupo da região que não representa a realidade" do país, já que os portugueses "estão bastante ligados ao espetáculo" com gado bovino bravo.

Em abono da sua posição sobre as atividades tauromáquicas integradas nas festas académicas, a Protoiro cita dados de um estudo de opinião realizado pela empresa Eurosondagem, em 2011.

"Um terço dos portugueses (32,7%) afirma-se aficionados, o que corresponde a mais de três milhões de pessoas", disse Hélder Milheiro.

Para o dirigente da Federação Portuguesa de Tauromaquia, importa ainda ter em conta que 86,1% dos portugueses "não defende qualquer proibição das corridas de toiros".

Segundo a mesma sondagem, 32,8% dos cidadãos em Portugal não são aficionados "mas não aceitam que se retire a liberdade de escolha", enquanto 20,6% "são indiferentes às touradas".

"Apenas 11% são contra as touradas e defendem a sua proibição", acentuou Hélder Milheiro.

Lusa

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