sicnot

Perfil

País

Cavaleiro que abalroou manifestantes antitourada condenado a multa de 720 euros

O cavaleiro tauromáquico Marcelo Mendes foi condenado pelo Tribunal de Estarreja ao pagamento de uma multa de 720 euros, por ter investido com o cavalo contra um manifestante antitourada na Murtosa, em 2012.

A sentença, a que a Lusa teve hoje acesso, dá como provado que o arguido dirigiu o cavalo na direção do ofendido, para que aquele abandonasse o local e deixasse de se manifestar contra a tourada.

"Agiu deliberadamente, com intenção de constranger, assustar e atemorizar o queixoso, tendo instigado o cavalo na direção do ofendido para melhor assegurar o êxito das suas intenções", lê-se na sentença.

Não foi dado como provado que o cavalo se tenha assustado com o arremessar de torrões e peças de fruta, nem que o arguido tenha tentado acalmar o equino e se tenha esforçado por o controlar.

O tribunal considerou "determinante" para a decisão o relatório de um perito, médico-veterinário, que, após observar um vídeo que registou o momento, concluiu que "o cavalo é direcionado contra as pessoas".

"O cavaleiro com as pernas dá indicação ao cavalo para avançar e com as rédeas dirige o cavalo na direção dos manifestantes", diz o perito, realçando que o cavalo não manifestou sinais de stress ou medo, como era alegado pela defesa.

Inicialmente, um juiz de instrução criminal decidiu não levar o cavaleiro a julgamento, por falta de provas, mas o Ministério Público recorreu para a Relação do Porto, que pronunciou o arguido.

O caso ocorreu em setembro de 2012, quando o cavaleiro, de 29 anos, alegadamente investiu com o cavalo sobre um grupo de manifestantes que protestava no exterior da praça de touros improvisada, contra a realização de uma tourada na praia da Torreira, Murtosa.

Na sequência dos acontecimentos, a Associação Animal, que tinha dois elementos da direção no local, apresentou queixa na GNR da Murtosa contra o cavaleiro, afirmando que se viveram "momentos de pânico".

"As pessoas tiveram que fugir para não serem feridas pelo animal que era conduzido para cima delas", relatou a associação, acrescentando, contudo, que "não houve nenhum dano físico de maior".

Marcelo Mendes alegou que os manifestantes projetaram pedras e peças de fruta contra o cavalo, facto que o deixou nervoso e difícil de controlar.

Lusa

  • Traço contínuo às curvas
    2:42
  • Quando se pode circular pela esquerda? A GNR explica (e fiscaliza)
    5:46

    Edição da Manhã

    A regra aplica-se a autoestradas e outras vias com esse perfil mas dentro das localidades há exceções. A Guarda Nacional Republicana está a promover em todo o território nacional várias ações de sensibilização e fiscalização no sentido de prevenir e reprimir a circulação de veículos pela via do meio ou da esquerda quando não exista tráfego nas vias da direita. O major Paulo Gomes, da GNR, esteve na Edição da Manhã. 

  • Jovens impedidas de embarcar de leggings

    Mundo

    A moda das calças-elásticas-super-justas volta a fazer estragos. Desta vez nos EUA onde duas adolescentes foram impedidas de embarcar num voo da United Airlines devido à indumentária, que não cumpria com as regras dos tripulantes ou acompanhantes da companhia aérea norte-americana.

    Manuela Vicêncio

  • Cristas calcula défice de 3,7% sem "cortes cegos" das cativações
    0:45

    Economia

    Assunção Cristas diz que o défice de 2,1% só foi conseguido porque o Governo fez cortes cegos na despesa pública. Esta manhã, depois de visitar uma unidade de cuidados continuados em Sintra, a presidente do CDS-PP afirmou que, pelas contas do partido, sem cativações, o défice estaria nos 3,7%.

  • O pedido de desculpas de Dijsselbloem
    2:12

    Mundo

    O Governo português continua a mostrar a indignação que diz sentir perante as declarações do presidente do Eurogrupo. O ministro dos Negócios Estrangeiros português garante que com Dijsselbloem "não há conversa possível". Jeroen Dijsselbloem começou por recusar pedir desculpa mas depois cedeu perante a onda de indignação.