sicnot

Perfil

País

Mais de 25 mil pessoas foram vítimas de violência doméstica em 2015

Mais de 26.700 pessoas foram vítimas de violência doméstica, em 2015, menos 498 do que em 2014, com o distrito de Lisboa a liderar, com quase seis mil casos, revela hoje o Relatório Anual de Segurança Interna.

De acordo com o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), hoje entregue na Assembleia da República, a Polícia de Segurança Pública (PSP) e a Guarda Nacional Republicana (GNR) registaram 26.783 ocorrências referentes a casos de violência doméstica, em 2015.

Comparando com as ocorrências registadas em 2014, regista-se um decréscimo de 1,82%, já que nesse ano houve 27.281 vítimas de violência doméstica.

Segundo os dados do RASI, é no distrito de Lisboa que se registaram mais ocorrências (5.907), logo seguido dos distritos do Porto (4.782), Setúbal (2.285), Aveiro (1.766) e Braga (1.729), sendo que estes cinco representam 61% do total de ocorrências.

Só no caso de Lisboa, por exemplo, as 5.907 ocorrências significam que se registaram 2,64 casos, por cada mil habitantes.

Em termos globais, a taxa de incidência revela cerca de três (2,58) participações por cada mil pessoas.

No entanto, olhando distrito a distrito, é Portalegre que regista a maior subida entre 2014 e 2015, passando de 250 casos, no ano anterior, para 313, no ano passado, o que representa um crescimento de 25,2%.

Já no sentido inverso, está a Região Autónoma dos Açores, que sentiu o maior decréscimo, de 10,8%, já que, em 2015, registou 963 casos, depois de, em 2014, terem sido 1.079.

"Observando o número de participações por mês, e comparando com o registado em 2014, constata-se, em termos globais, descida no número de ocorrências em todos os meses, com exceção de maio e junho", lê-se no relatório.

O documento acrescenta que "as descidas foram de 2,6%, no primeiro semestre, e de 6%, no segundo semestre, pelo que a taxa de variação anual situa-se nos -4,3%".

No que diz respeito à caracterização das vítimas e dos agressores, os dados do RASI mostram que, em 86,9% dos casos, as vítimas são mulheres, enquanto 84,6% dos agressores são homens.

Ainda assim, é de registar que, tendo por base estas percentagens, houve 3.508 mulheres agressoras e 4.124 homens vítimas de violência doméstica.

A caracterização revela ainda que, em 67% dos casos, as vítimas têm entre 25 e 54 anos, enquanto 74% dos agressores tem uma idade que oscila entre os 25 e os 54 anos.

Em 57% dos casos, vítima e agressor têm uma relação conjugal, havendo 10% de ocorrências em que vítima e agressor têm uma relação de parentesco de pai/filho.

De acordo com os dados apurados, entre as vítimas femininas, com menos de 18 anos, prevalecem as situações de violência contra descendentes, enquanto, entre os 18 e os 24 anos, são sobretudo registados casos de violência no namoro.

Nas que têm entre 25 e 64 anos, há uma predominância de violência nas relações íntimas e, entre os 65 e os 74 anos, continua a ser de casos de âmbito conjugal.

No que diz respeito ao número de detenções, o RASI dá conta de que esse valor tem vindo a aumentar anualmente (exceto em 2012, quando houve 417 detenções), com 618 detidos, em 2014, e 750, em 2015, o valor mais elevado até agora.

A PSP e a GNR fizeram 28.866 avaliações de risco, tendo definido que, em 23,8% dos casos, as situações apresentavam risco elevado, 49,3% tinha risco médio e, 26,9%, risco baixo.

O RASI 2015, hoje entregue no parlamento, indica que criminalidade geral aumentou 1,3 por cento no ano passado, face a 2014, mas a criminalidade violenta e grave diminuiu 0,6 por cento.

Lusa

  • Obama diz que Guterres "tem uma reputação extraordinária"
    1:38

    Mundo

    António Guterres diz que vai trabalhar com Barack Obama e também com Donald Trump, na reforma das Nações Unidas. O futuro secretário-geral da ONU foi recebido por Obama, na Casa Branca, onde recebeu vários elogios do presidente norte-americano.

  • Mãe do guarda-redes da Chapecoense comove o Brasil
    1:37
  • Morreu o palhaço que fazia rir as crianças de Alepo

    Mundo

    Anas al-Basha, mais conhecido como o Palhaço de Alepo, morreu esta terça-feira durante um bombardeamento aéreo na zona dominada pelos rebeldes. O funcionário público mascarava-se de palhaço para ajudar a trazer algum conforto e alegria às crianças sírias, que vivem no meio de uma guerra civil.