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Passos vai apresentar no congresso equipa e estratégia para tempos de oposição

Eleito pela quarta vez presidente dos sociais-democratas, com 95% dos votos, sem adversários, Passos Coelho chega ao Congresso do PSD com os desafios de apresentar uma equipa renovada e a sua estratégia para os atuais tempos de oposição.

Pedro Passos Coelho, líder do PSD

Pedro Passos Coelho, líder do PSD

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Entre hoje e domingo, no 36.º Congresso do PSD, em Espinho, os sociais-democratas vão eleger os novos órgãos nacionais - Mesa do Congresso, Conselho Nacional, Conselho de Jurisdição Nacional e Comissão Política Nacional - e aprovar a moção de estratégia global do líder para os próximos dois anos, intitulada "Compromisso Reformista".

Nesta moção, Passos Coelho volta a referir que é oposição apesar de ter vencido as últimas legislativas em coligação com o CDS-PP, defende que "o PS e o Governo começaram mal" e reitera o lema "social-democracia, sempre!", recusando que tenha existido um "direitismo austeritário" nos quatro anos e meio em que chefiou o executivo.

Embora continue sem oposição organizada ao fim de seis anos de liderança, o ex-primeiro-ministro tem recebido algumas críticas de falta de adaptação ao novo quadro político de oposição ao Governo do PS, suportado por BE, PCP e PEV, e de se manter excessivamente focado nas contas públicas.

Uma das vozes críticas tem sido Rui Rio, que em dezembro lançou dúvidas sobre a possibilidade de Passos Coelho ganhar novas eleições legislativas. Contudo, o ex-autarca do Porto já anunciou que não estará presente no Congresso, alegando que se "arriscaria a ser um elemento central".

O antigo ministro Nuno Morais Sarmento, que também disse ver "com enorme dificuldade" uma candidatura de Passos Coelho a primeiro-ministro mais a prazo, num novo ciclo político, afirmou à Lusa que não saber ainda se vai comparecer em Espinho.

O presidente do PSD deverá, no entanto, ouvir críticas do antigo secretário de Estado José Eduardo Martins, num Congresso em que também são esperadas intervenções do eurodeputado Paulo Rangel, seu ex-adversário na corrida à liderança, que pede uma renovação de agenda e da direção, e do antigo líder da JSD Pedro Duarte.

Em entrevista à Lusa, Pedro Duarte, que recentemente esteve na direção da campanha presidencial de Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu que o PSD não pode estar à espera de eleições e propôs a realização de uns "Estados Gerais" para preparar uma proposta política de futuro, ressalvando que continua afastado da vida política ativa.

Hoje, a abertura do Congresso está prevista para as 21:00,com a apresentação da moção de Passos Coelho e o início do debate das 27 propostas temáticas, que abordam temas como a reforma do sistema político, as primárias para a escolha do candidato a primeiro-ministro e as eleições autárquicas de 2017.

O debate dessas moções prosseguirá no sábado, dia em que termina o prazo para entrega das listas aos órgãos nacionais, às 19:00. A sessão de encerramento, no domingo, está marcada para as 13:00.

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