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Mãe de adolescente morto em Salvaterra afirma que assassino lhe deu pistas falsas

A mãe do adolescente assassinado o ano passado em Salvaterra de Magos descreveu hoje ao Tribunal de Santarém o que fez para encontrar o filho, assegurando que o jovem que hoje confessou o homicídio lhe forneceu pistas falsas.

Tribunal de Santarém

Tribunal de Santarém

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A mãe do adolescente afirmou que o jovem, ao qual chegou após um aluno da escola do filho o ter visto o alegado assassino com um casaxco da vítima - lhe foi dando pistas falsas, que a levaram a Samora Correia e a Vila Franca de Xira à procura de pessoas que supostamente o teriam levado.

A mulher descreveu o seu filho, morto em maio de 2015, como um "aluno razoável", prestável e bem-disposto, negando que consumisse estupefacientes, como afirmou o arguido, uma das testemunhas e um inspetor da Polícia Judiciária (PJ).

Num depoimento várias vezes interrompido por não conseguir conter a emoção, a mãe relatou ao detalhe os passos que deu a partir das 22:30 da noite de 11 de maio de 2015, quando tentou ligar para o filho e o telemóvel deu sinal de desligado, até ser informada da morte pela Polícia Judiciária, já na madrugada de dia 14.

A viver no Luxemburgo, onde trabalha desde há sete meses, a mãe do adolescente constituiu-se como assistente no processo, tal como o pai, que na altura dos factos estava a trabalhar na Nigéria.

Ambos pedem uma indemnização cível num valor total de 288.400 euros (que inclui 98.400 euros por danos materiais, 80.000 pela perda do direito à vida, 50.000 pelos danos sofridos antes da morte, 60.000 pelo sofrimento dos familiares).

Na sessão de hoje, que começou com o depoimento do arguido, que admitiu culpa, afirmou não ter tido intenção de matar e mostrou arrependimento, foi ainda ouvido o pai do adolescente, um inspetor da Polícia Judiciária, uma amiga do jovem e a mãe desta.

Quando questionados sobre se em algum momento perceberam algum tipo de perturbação psicológica no arguido (que tem diagnosticada bipolaridade), as testemunhas afirmaram nunca se terem apercebido de nenhum comportamento anormal, tendo o inspetor da PJ afirmado que o seu discurso foi sempre coerente, procurando explicações racionais, que, contudo, não se foram revelando consentâneas com os indícios.

O julgamento prossegue no próximo dia 14.

Lusa

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