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Brisa apoia custos da ponte militar na A14 mas não assume se paga tudo

A Brisa, concessionária da autoestrada A14 onde domingo se deu um aluimento de terras que interrompeu a circulação, disse hoje que vai colaborar nos custos da ponte militar para circulação alternativa, sem revelar se assume o pagamento integral.

Em declarações aos jornalistas, o diretor de comunicação da Brisa, Franco Caruso, afirmou que a solução da ponte militar que está a ser instalada entre a A14 e a EN 111 na zona de Maiorca foi "acordada" entre a concessionária e a autarquia da Figueira da Foz e quanto aos custos envolvidos "também colaborará nessa frente".

Questionado pela agência Lusa sobre se essa colaboração representa o pagamento integral dos custos, Franco Caruso respondeu: "a Brisa assumirá os custos que for legítimo assumir, não vou adiantar uma resposta à sua pergunta".

No domingo, o presidente da Câmara da Figueira da Foz, João Ataíde, estimou que os custos da colocação da ponte militar orcem em cerca de 40 mil euros e adiantou que a autarquia pensa imputar esses custos à concessionária Brisa.

Já sobre a intervenção em curso na zona sobre o rio Foja, onde se deu o colapso de duas das quatro tubagens hidráulicas que levaram ao aluimento da autoestrada, Franco Caruso disse que a Brisa espera cumprir o prazo de seis a sete semanas de reparação.

"Neste momento estamos a trabalhar na remoção das peças afetadas, poderemos começar muito em breve na reparação propriamente dita", indicou.

Franco Caruso não adiantou qual a solução técnica que será implementada na reparação da A14, dizendo apenas que a decisão será tomada depois de serem analisadas "devidamente, quer as tubagens afetadas quer as intactas".

Já sobre outros locais daquela autoestrada, nomeadamente uma passagem hidráulica idêntica sobre a Vala Real, a cerca de dois quilómetros do local do aluimento, adiantou que vai ser alvo de intervenção "nos mais breves prazos".

"Eventualmente poderemos fazer um reforço de manutenção e controlo para procurar prevenir outras situações deste tipo, embora não antecipemos outros riscos como aquele que já tínhamos antecipado ali em relação ao Foja", argumentou Franco Caruso.

O diretor de comunicação da Brisa garantiu que os tubos de passagem da água na Vala Real "não estão na mesma situação dos outros" que que colapsaram.

"É uma solução construtiva que nós vamos substituir, para prevenir justamente o risco de uma ocorrência como aquela que lamentavelmente aconteceu há poucos dias", frisou.

A A14 está interdita à circulação automóvel, na zona de Maiorca, concelho da Figueira da Foz, desde as 08:30 de domingo, na sequência de um aluimento do piso.

A EN111, que deveria funcionar como "alternativa natural" à autoestrada A14 está também interrompida ao trânsito, nos dois sentidos, devido a obras na zona das Pontes de Maiorca, estando o tráfego entre a Figueira da Foz e Coimbra a processar-se por vias secundárias.

Lusa

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