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Sócrates diz que alvoroço diário de Marcelo serve para ultrapassar frustração

O antigo primeiro-ministro português José Sócrates afirmou hoje ver "o alvoroço diário" do Presidente da República como uma forma de Marcelo Rebelo de Sousa "ultrapassar a frustração" por ter estado 20 anos afastado da vida política.

Francisco Seco/ AP (Arquivo)

Em entrevista ao jornal espanhol El País, José Sócrates considera que o atual Presidente português "sempre foi um personagem em busca do seu papel político", objetivo que "finalmente descobriu".

Para o antigo primeiro-ministro português, Marcelo Rebelo de Sousa fez "do papel dos afetos" todo "um novo programa político".

Admitindo que nunca gostou do interesse de Marcelo Rebelo de Sousa em querer agradar a todos, Sócrates refere ao El País que vê "o alvoroço diário da sua presidência como uma necessidade de ultrapassar a frustração por ter estado afastado da política durante 20 anos".

Segundo o antigo primeiro-ministro, a sua própria candidatura à presidência da República foi impedida pela direita política através de acusações de corrupção "sem factos nem provas".

A acusação de corrupção transformou-se "num instrumento jurídico para destruição política", já que "não são precisos factos nem provas e basta acusar para que haja um efeito de assassinato político", diz, comparando o seu caso ao do antigo Presidente brasileiro Lula da Silva.

"Houve uma detenção abusiva e julgamentos populares sem possibilidade de defesa", afirma, lembrando ter estado nove meses detido "sem acusação ou acesso ao processo".

José Sócrates conclui: o objetivo "era impedir a minha candidatura à presidência do país e conseguir que o Partido Socialista não ganhasse as eleições. Conseguiram ambos."

José Sócrates, que deixou o Governo em 2011, depois de ter pedido um resgate financeiro à troika, refere hoje que os anos de aplicação da política de austeridade, entre 2010 e 2015, "foram terríveis", tendo deixado "um rasto de pobreza" e aumentado as desigualdades sociais.

"Agora adotamos na Europa a mesma política que os Estados Unidos aplicaram em 2008, a expansão monetária, mas, na altura, o norte da Europa dizia-nos que queríamos 'dinheiro fácil'".

Considerando que os tempos atuais constituem "uma grande desilusão" para quem via "o projeto europeu como o ideal político da sua geração", Sócrates diz que a impressão com que se fica é que o projeto europeu "em vez de avançar, recua".

Lusa

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