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Associação 25 Abril diz que ministro da Defesa mostrou "inabilidade extraordinária"

O presidente da Associação 25 Abril, coronel Vasco Lourenço, criticou hoje o ministro da Defesa, Azeredo Lopes, afirmando que mostrou uma "inabilidade extraordinária" e que não percebe nada da "psicologia dos militares".

Ministro da Defesa, Azeredo Lopes.

Ministro da Defesa, Azeredo Lopes.

Num comunicado hoje divulgado a propósito da demissão do general Carlos Jerónimo da chefia do Exército, o presidente da Associação 25 de Abril fez votos para que seja nomeado um novo Chefe do Estado-Maior do Exército que "continue o meritório trabalho" do seu antecessor.

Por outro lado, afirmou esperar que o ministro da Defesa Nacional "compreenda que a subordinação das Forças Armadas ao poder político não significa subserviência".

"O que implica, entre outras coisas, o respeito pelas respetivas competências e a não interferência abusiva nas competências dos subordinados", afirmou Vasco Lourenço.

No comunicado, Vasco Lourenço argumentou que a Associação 25 Abril considerou "dever pronunciar-se publicamente" sobre a demissão do general Carlos Jerónimo, felicitando-o pela "atitude firme" que "dignifica o Exército e as Forças Armadas".

Vasco Lourenço afirmou que não se esperava que o ministro da tutela "desse voz à demagogia e tivesse uma inabilidade extraordinária, mostrando não perceber nada da psicologia dos militares".

O pedido de demissão do chefe do Estado-Maior do Exército ocorreu dois dias depois de o ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, ter afirmado ao Diário de Notícias que pediu um esclarecimento ao CEME sobre alegadas situações de discriminação de alunos homossexuais no Colégio Militar.

Numa reportagem publicada no passado dia 1 pelo jornal 'online' Observador, o subdiretor do Colégio Militar, tenente-coronel António Grilo, afirmou: "Nas situações de afetos [homossexuais], obviamente não podemos fazer transferência de escola. Falamos com o encarregado de educação para que perceba que o filho acabou de perder espaço de convivência interna e a partir daí vai ter grandes dificuldades de relacionamento com os pares. Porque é o que se verifica. São excluídos".

Ouvido pelo DN, na sequência destas afirmações, o Ministério da Defesa fez saber que pediu explicações ao CEME e considerou "absolutamente inaceitável qualquer situação de discriminação, seja por questões de orientação sexual ou quaisquer outras, conforme determinam a Constituição e a Lei".

Desde então, sucederam-se posições públicas de oficiais na reserva a condenar a atitude do ministro da Defesa e a Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) lamentou a demissão, considerando que a atitude do ministro foi "institucionalmente incorreta".

Lusa

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