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Taxistas apelam à solidariedade de todos na "luta contra a Uber"

As associações do setor dos táxis vão apelar à população para se solidarizar na "luta contra a Uber", exigindo ao Governo que acabe com aquele serviço de transporte privado, segundo um manifesto a que a Lusa teve hoje acesso.

MÁRIO CRUZ/LUSA

No manifesto, que será distribuído a partir do dia 22, a Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL) e Federação Portuguesa do Táxi (FPT) defendem que a Uber é ilegal porque "não respeita, não obedece, nem se submete às regras legais que em Portugal disciplinam a atividade do transporte em táxi".

As associações referem ainda que aquela plataforma (disponível através de uma aplicação online) cobra o que entende e aumenta os preços em épocas de maior procura, lê-se no manifesto que foi hoje entregue ao Governo e ao Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT).

As viaturas "não estão equipadas, identificadas, nem licenciadas [...] ou autorizadas para a atividade que executam", acusam ainda a ANTRAL e a FPT, acrescentando que os condutores não têm certificado profissional para o exercício da atividade.

Segundo as associações, nenhum dos intervenientes na atividade da Uber - angariador de serviços, proprietário da viatura e condutor - paga impostos ou segurança social, tal como não é abrangido pelos seguros obrigatórios por lei para o setor do transporte de passageiros.

Por tudo isso, exigem ao Governo a "atuação adequada à eliminação de uma atividade que é ilegal" e pedem a "ajuda de todos os cidadãos" neste processo.

Ao longo dos últimos meses, os taxistas têm vindo a intensificar o protesto contra o serviço da Uber.

Em março, o Ministério do Ambiente (que tutela esta área), apresentou um pacote de 10 medidas para a modernização do setor do táxi, num investimento de 17 milhões de euros, mas os taxistas consideraram tratar-se de uma moeda de troca para abrir a porta à regulamentação da Uber.

Lusa

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