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Governo vai reverter fusão das águas no Centro

O Governo deverá extinguir a atual configuração da empresa Águas do Centro litoral, criada pelo executivo liderado por Passos Coelho, que agregou as empresas de distribuição de Aveiro, Coimbra e Leiria, revelou hoje o ministro do Ambiente.

Emdeclarações feitas à Agência Lusa Pedro Matos Fernandes disse "aderir em absoluto" à proposta feita pelos municípios da Região de Aveiro, de reverter a fusão do setor das águas, criando uma empresa regional que combinasse a distribuição da água e saneamento.

"A Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA) apresentou uma solução à qual aderimos em absoluto. Sobram Coimbra e Leiria, onde julgamos ser possível ter uma tarifa justa, que satisfaça o comum dos autarcas desses territórios", disse.

Pedro Matos Fernandes salientou que "tem de haver um mínimo de 100 mil habitantes para que os sistemas de distribuição em baixa possam ser eficientes, sendo o passo seguinte gerir o ciclo urbano da água".

"Os municípios de Aveiro deram um bom exemplo do caminho a ser seguido, tendo já feito a junção dos sistemas de distribuição em baixa, através da Águas da Região de Aveiro (AdRA)", elogiou.

A comunidade intermunicipal de Aveiro apresentou ao Governo uma proposta alternativa à empresa Águas Centro Litoral, que consiste na fusão da AdRA, que explora a distribuição de água em baixa, com a SIMRIA - Saneamento Integrado dos Municípios da Ria, que detém o sistema multimunicipal de saneamento, ambas participadas pelo grupo AdP e pelos municípios.

Passa ainda pela verticalização de gestão da distribuição da água em alta e baixa, com um acordo de parceria com a Associação de Municípios do Carvoeiro, que vinha assegurando o abastecimento de água em alta.

Os 11 municípios da CIRA defendem que essa solução "terá enormes vantagens técnicas e financeiras na gestão dos sistemas que estão presentes no mesmo território, e já funcionam de forma integrada".

A CIRA havia dado parecer desfavorável à proposta de reforma do setor das águas do anterior governo, que previa a fusão da SIMRIA com a Águas do Mondego e SIMLIS -- Saneamento Integrado dos Municípios do Lis, por considerar "não ter vantagens para a região", dado que o tarifário da água já se encontra harmonizado nos 11 municípios e estes têm vido a fazer a integração da gestão das redes municipais de água e saneamento.

Lusa

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