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Fernando Medina diz que obras da Feira Popular arrancam até final do ano

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, afirmou esta terça-feira, perante os deputados municipais, que as obras no local onde ficará instalada a nova Feira Popular arrancam "até final do ano".

Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa.

Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa.

MIGUEL A. LOPES

"Até ao final do ano irão iniciar-se obras nesta importantíssima infraestrutura", afirmou o socialista, especificando que a intervenção inicial será ao nível da "envolvente da Feira Popular e da construção do parque urbano onde se vai inserir".

O governante falava na Assembleia Municipal de Lisboa, durante o período destinado à comunicação do presidente, que acontece trimestralmente.

"Treze anos depois, vamos iniciar obras da nova casa da Feira Popular", sublinhou.

O chefe do executivo municipal anunciou também que será construído um "parque estacionamento de 1.500 lugares, com oportunidade de expansão".

Segundo Fernando Medina, o parque, localizado numa "área adjacente à estação de metro da Pontinha", terá um preço "significativamente reduzido", para incentivar os cidadãos a colocar lá os carros e a deslocar-se de transportes públicos.

A Feira Popular foi criada em 1943 para financiar férias de crianças carenciadas. Antes de Entrecampos, onde funcionou de 1961 a 2003, a feira esteve em Palhavã.

No início de novembro passado, 12 anos depois do encerramento, o presidente do município, Fernando Medina, anunciou que o futuro parque de diversões da cidade vai abrir em Carnide, integrado num espaço verde de 20 hectares.

Durante a sessão de hoje, o autarca anunciou também a "passagem da gestão para a Câmara, por 50 anos, do edifício da Manutenção Militar", após a "conclusão do processo negocial com o Exército e o Tesouro".

Para o presidente, este será "um dos projetos mais marcantes dos próximos anos no desenvolvimento da cidade".

O edifício localiza-se na zona de Xabregas, que Medina considerou uma das "zonas importantes" onde devem ser "focadas atenções em matéria de desenvolvimento".

Referindo que o evento internacional de tecnologia Websummit se realizará perto, no Parque das Nações, o presidente considerou que o edifício será "um grande polo de mobilização", para onde estão previstos "espaços para empresas, residências para artistas e outras valências que ajudem a agregar e a catapultar" a cidade.

Na opinião de Fernando Medina, este espaço pode "representar uma enorme mais-valia para a cidade" pois pode ajudar no aproveitamento "ao máximo dos benefícios da Websummit".

No período antes da ordem do dia foram votadas recomendações, tendo sido rejeitado (com os votos contra do PS e do Parque das Nações por Nós e a abstenção dos deputados independentes eleitos nas listas socialistas) um documento apresentado pelo MPT para um projeto-piloto de recolha e reciclagem de pontas de cigarro e pastilhas elásticas.

Os deputados aprovaram por unanimidade uma recomendação do Bloco de Esquerda relativamente às rampas de acesso nos autocarros da Carris, por estarem muitas vezes avariadas e inoperacionais.

À votação esteve ainda uma recomendação do Bloco que pedia um estudo "rigoroso e aprofundado" sobre o impacto da poluição ambiental junto ao Aeroporto de Lisboa e ainda uma do PAN com melhorias a introduzir em praças da cidade.

Ambas foram aprovadas com a abstenção do PSD e do MPT e votos favoráveis das restantes forças políticas.

Lusa

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