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Inaugurada rede de Balcões da Inclusão para pessoas com deficiência

A rede nacional de Balcões da Inclusão foi hoje inaugurada pelo Governo no Centro da Segurança Social do Areeiro, em Lisboa, onde funciona um dos seis balcões piloto com atendimento técnico especializado para pessoas com deficiência e suas famílias.

SIC

Os Balcões de Inclusão "destinam-se, prioritariamente, a pessoas com deficiência e suas famílias e a todos aqueles que sintam necessidade de obter informação especializada em qualquer temática conexa com a deficiência", explicou a secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes.

A rede inicia-se com seis balcões piloto nos Centros Distritais de Segurança Social de Lisboa, Faro, Setúbal, Porto, Viseu, Vila Real, sendo objetivo alargá-la paulatinamente a todos os distritos do país.

"Queremos ter um [balcão] por distrito, a nível dos centros distritais da Segurança Social, e queremos ter estes balcões presentes no maior número de municípios possíveis", disse Ana Sofia Antunes, à margem da cerimónia, onde esteve também presente a secretária de Estado da Segurança Social, Cláudia Joaquim.

Os técnicos que estão nestes balcões tiveram formação para poder dar respostas em várias áreas, como prestações sociais (subsídios e apoios), produtos de apoios e ajudas técnicas, respostas sociais (lares residenciais, centros de atividades ocupacionais, centros de reabilitação, etc.), emprego e apoios para empregadores.

O que se pretende é dar "uma visão holística integrada às pessoas que trabalham nestes balcões e que tiveram formação mais aprofundada sobre estas matérias, para de uma forma integrada e coerente conseguirem dar respostas" sobre estas matérias, adiantou a secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência.

"É um balcão onde procurámos ter um conjunto de ferramentas à disposição e que vai ao encontro das necessidades destas pessoas", como informação impressa em braille e um intérprete em Língua Gestual Portuguesa, para já ainda com necessidade de marcação prévia, sublinhou.

"Mais à frente teremos uma solução específica para que qualquer pessoa surda ou surdo cega possa dirigir-se ao balcão livremente e ter apoio em Língua Gestual Portuguesa (LGP)", disse Ana Sofia Antunes.

Segundo a governante, não foram envolvidos recursos humanos nem técnicos em exclusivo para este atendimento, que é prioritário para pessoas com deficiência, mas que pode atender qualquer pessoa.

No caso da linguagem gestual, Ana Sofia Antunes avançou que será necessário recrutar "pessoas de fora" porque a formação em LGP é "muito prolongada".

"Não faz sentido estarmos a pôr técnicos da Segurança Social a aprender Língua Gestual Portuguesa num grau de conhecimento desta natureza. Eles saberão alguns conceitos básicos mas fica essencialmente por aí", sustentou.

No atendimento no Balcão da Inclusão do Areeiro, Rosário Rei, assistente social, congratulou-se com esta iniciativa: "Sentimos que era necessário reforçar, generalizar e aprofundar a inclusão a este nível", disse.

Tal como os outros técnicos, Rosário Rei recebeu formação específica pelo Instituto Nacional da Reabilitação (INR) para fazer um atendimento especializado a estas pessoas.

No caso da linguagem gestual, a técnica explicou que há uma modalidade muito útil para o cidadão surdo, que pode marcar o atendimento no 'site' da Segurança Social e receber o apoio que pretende.

Atempadamente articulamos com a Federação Portuguesa das Pessoas Surdas" para termos um intérprete no atendimento, sem qualquer custo para o cidadão, explicou Rosário Rei.

Mal foi inaugurado, o Balcão de Inclusão recebeu uma utente que se descolava numa cadeira de rodas.

Lusa

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