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Governo define como meta zero perdas de vidas em incêndios neste verão

O secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, definiu hoje como meta zero perdas de vida no combate a incêndios florestais, reiterando, em Trás-os-Montes, que não quer que os bombeiros corram risco e haja feridos.

(Arquivo)

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"É importante chegarmos ao fim do ano e termos de perdas de vida zero", vincou, em Vila Flor, a localidade escolhida para a apresentação do plano operacional para o distrito de Bragança, que terá em 2016 um dispositivo idêntico ao do ano anterior.

O governante salientou "o enfoque especial" para esta época de fogos, em que "o grande desígnio é a segurança dos operacionais", que serão mais de dez mil espalhados por todo o país na época crítica, apoiados por dois mil veículos e 47 meios aéreos.

Segundo Jorge Gomes, 7.500 elementos receberam formação em 305 ações realizadas a nível nacional com esse fim.

"Nós não queremos feridos a combaterem os incêndios, não queremos que corram riscos desnecessários", afirmou.

O Plano Operacional Distrital de Bragança para 2016 contempla um total de 111 equipas com 477 recursos humanos e três helicópteros estacionados na Serra da Nogueira (Bragança), na Serra de Bornes (Alfândega da Fé) e, a sul, na Meda, distrito da Guarda.

O comandante distrital de operações e socorro, Noel Afonso, indicou que quase todos os concelhos apresentam "condições de suscetibilidade elevada de incêndio".

Mais de metade do extenso território, é ocupado por espaços silvestres, o que, segundo o comandante, associado ao envelhecimento da população, abandono de uma vasta área e acumulação de material lenhoso no solo cria condições para incêndios cada vez mais violentos.

"Igualar", pelo menos, 2015, é o propósito distrital, ano em que o dispositivo não teve qualquer perda humana no teatro de operações.

O secretário de Estado, que é natural desta região, lembrou que "Bragança é um distrito grande, problemático, com uma média anual de 657 ignições nos últimos dez anos e 7.659 hectares, em média, de área ardida".

Um "problema recorrente" é o Parque Natural de Montesinho, que todos os anos é fustigado por fogos, como apontou o governante, que reconheceu "as limitações financeiras e de recurso" do Instituto da Conservação da Natureza e Floresta (ICNF).

O anfitrião da cerimónia de apresentação do plano, o presidente da Câmara de Vila Flor, Fernando Barros, aproveitou a presença do secretário de Estado para pedir melhoria dos meios no concelho, nomeadamente uma nova máquina de rastos e uma "garagem" para os bombeiros locais guardarem as viaturas.

O autarca realçou o papel dos presidentes das juntas de freguesia nesta problemática, tendo o município decidido oferecer coletes de identificação, entregues nesta cerimónia, para se identificarem no teatro de operações, por serem eles que melhor conhecem o terreno.

O governante referiu, ainda, que faz questão de participar na apresentação do dispositivo em todos os distritos para "estar no terreno, com os autarcas, a base da proteção, dizendo que isto é um problema de todos".

Jorge Gomes lembrou que o Ministério da Administração Interna vai lançar já em maio avisos para candidaturas a cinco milhões de euros disponíveis para aquisição de viaturas e sete milhões para requalificação de quartéis.

O mesmo processo vai repetir-se em outubro, o que totalizará a disponibilização de 24 milhões este ano para a melhoria das condições das corporações de bombeiros.

Lusa

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