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MAI anuncia contratação de dois psiquiatras para GNR a partir de maio

A ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, anunciou hoje, no parlamento, a contratação, a partir de maio, de dois psiquiatras para a Guarda Nacional Republicana.

Na comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, a ministra avançou que os dois psiquiatras vão entrar em funções em maio, para substituir os dois profissionais que estão com uma licença sem vencimento.

Constança Urbano de Sousa disse também que a GNR tem atualmente 15 psicólogos e a Polícia de Segurança Pública, 24.

Os suicídios nas forças de segurança constituíram um dos assuntos abordados na comissão, considerando a ministra que esta questão "preocupante e complexa" deve ser tratada "com cuidado".

Constança Urbano de Sousa afirmou que o trabalho para rever o plano de prevenção do suicídio, nas forças de segurança, já foi concluído, tendo sido assinado um protocolo com o Ministério da Saúde, para a criação de uma via verde, nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), para os elementos da PSP e da GNR, em risco de suicídio, além de se estar a realizar um estudo para avaliar as causas do suicídio, nas forças de segurança.

Em 2015, suicidaram-se oito polícias da PSP e cinco militares na GNR.

Sobre a situação profissional dos oito polícias, que se suicidaram em 2015, a ministra afirmou que nenhum deles vivia em camaratas, não estavam a cumprir processos disciplinares e ganhavam entre 1.450 e 2.264 euros.

Na comissão, o deputado do PCP Jorge Machado anunciou que o partido vai organizar, a 04 de maio, uma audição pública sobre os suicídios nas forças de segurança.

Constança Urbano de Sousa falou ainda, no parlamento, sobre as transferências internas na PSP, realçando que a Polícia está nos centros urbanos e muitos dos seus elementos são oriundos da região Norte e interior do país.

"O número de pedidos de transferências excede em muito o número de vagas", disse, dando como exemplo o comando da PSP de Vila Real, que tem 206 vagas e 518 pedidos de transferência.

"Naturalmente que não poderão ser satisfeitos [todos] estes pedidos", afirmou.

A ministra recordou ainda que os serviços sociais da PSP têm uma capacidade de resposta para os polícias que estão deslocados, como casas de coabitação social, mas não são utilizadas na sua totalidade.

Lusa

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