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Utentes da A25, A24 e A23 consideram insuficiente redução do valor das portagens

A Comissão de Utentes Contra as Portagens na A25, A23 e A24 defendeu esta terça-feira que a descida do preço das portagens nas autoestradas do interior é insuficiente, apresentando como solução o fim das cobranças em vias sem alternativas.

(Lusa)

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Arménio Belo

"Seria completamente tolo dizer que a descida do preço das portagens é uma coisa completamente sem interesse. É evidente que é importante, mas continuamos a defender que a solução não é baixar o preço das portagens: a solução é acabar com elas", sustentou o porta-voz da Comissão de Utentes Contra as Portagens na A25 (Aveiro - Vilar Formoso), A23 (Torres Novas - Guarda) e A24 (Viseu - Vila Real).

Em declarações à agência Lusa, Francisco Almeida sublinhou que as portagens que estão a ser cobradas em autoestradas sem alternativas são "extremamente injustas", apontando como exemplo a A25 que foi construída, na maioria dos troços, em cima do IP5.

"Se a A25 tivesse sido construída de raiz, o IP5 ficava como alternativa e, aí sim, quem quisesse andar na autoestrada, pagava. Num veículo de mercadorias, que queira ir de Vilar Formoso a Aveiro, as ruas da cidade de Viseu chegam a ser local de passagem", lamentou.

O porta-voz da comissão de utentes informou ainda que vão marcar presença nas galerias da Assembleia da República a 06 de maio, dia em que será discutido um projeto de resolução do PCP, que propõe o fim das portagens nas autoestradas do interior.

"Queremos ver o que cada força política diz em concreto sobre o roubo que está a ser feito aos cidadãos que circulam nestas autoestradas e a desgraça que está a cair sobre muitas empresas, que estão a ser fortemente afetadas pela cobrança destas portagens. Essa oportunidade servirá também para discutirmos que iniciativas poderemos desenvolver nos próximos tempos", concluiu.

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, confirmou hoje que o preço das portagens nas autoestradas do interior vai baixar até ao verão. No entanto, a redução não é imediata por ser necessário negociar com a concessionária da A23.

Na comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, Pedro Marques disse que o ministério concluiu o trabalho preparatório e está em condições para avançar com a redução das portagens para promover a mobilidade no interior, intenção que tinha manifestado desde o início do mandato.

"Contudo, tivemos uma surpresa negativa: a renegociação da A23, realizada pelo Governo anterior, passou as receitas de portagem para o concessionário e o Estado tem agora que iniciar uma renegociação com o concessionário. Estamos amarrados", declarou, admitindo "porventura custos associados" a uma nova alteração do contrato.

Ainda assim, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas acredita que no verão as portagens no interior já terão uma nova tabela de preços.

Pedro Marques reafirmou ainda, no Parlamento, que o Governo de Passos Coelho não deixou estudos concluídos sobre a revisão das portagens no sentido de fazer uma discriminação positiva para as vias situadas em áreas mais deprimidas economicamente.

Lusa

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