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Uber vai pedir ao Governo que garanta "segurança" e lamenta "atos de violência"

A Uber Portugal anunciou esta sexta-feira que vai pedir ao Governo que garanta "a segurança de utilizadores, motoristas e público em geral", respeitando "o direito de qualquer grupo de se manifestar" mas lamentando "atos de violência".

© Anindito Mukherjee / Reuters

"Respeitamos o direito que qualquer grupo tem de se manifestar, mas de forma pacífica e com respeito pela segurança pública. Lamentamos atos de violência como aqueles a que assistimos hoje nas ruas do Porto, e pedimos ao Governo e às autoridades que ajam para garantir a segurança de utilizadores, motoristas e do público em geral", lê-se em comunicado remetido à agência Lusa.

O protesto de hoje dos taxistas contra a empresa de transporte privado Uber originou, no Porto, vários incidentes que levaram a participações policiais devido a agressões e danos em viaturas, disse à Lusa fonte da PSP do Porto.

Várias fontes, entre as quais policiais, bem como condutores e passageiros, descreveram ao longo da tarde incidentes entre taxistas e motoristas da Uber em zonas do Porto como Campanhã e Batalha.

"Sabemos que o setor do táxi tem enfrentado vários desafios ao longo dos anos. Em parte, isto acontece porque lei que governa o setor é desatualizada e desadequada às necessidades de mobilidade das pessoas nos dias de hoje", refere a Uber Portugal.

Na nota da empresa considera "importante garantir que os táxis beneficiam com o crescimento da procura por soluções de mobilidade 'on-demand' e que têm ao seu dispor as tecnologias necessárias".

"Nesse sentido, saudamos a abertura do Governo a novas formas de mobilidade", lê-se no comunicado.

A Uber Portugal diz estar disponível para "participar num diálogo construtivo" e "com todas as partes" com vista à "criação de um quadro regulatório moderno que vá de encontro às necessidades dos consumidores, e que permita que todos os operadores, incluindo os táxis, possam beneficiar com o uso da tecnologia."

A empresa diz ser seu objetivo "dar resposta à crescente procura por soluções de mobilidade on-demand, ligando as pessoas a operadores de mobilidade licenciados de acordo com as leis em vigor".

"Este tipo de parceiros, aliás, já operava no país antes da nossa chegada", reforça a Uber Portugal.

O dia ficou hoje marcado pelos protestos de taxistas contra a empresa de serviço de transporte privado Uber com ações que decorreram em Lisboa, Porto e Faro.

Esta iniciativa é o culminar de uma semana de luta para pressionar o Governo a suspender a atividade da Uber.

O serviço de transporte Uber permite chamar um carro descaracterizado com motorista privado através de uma plataforma informática, que existe em mais de 300 cidades de cerca de 60 países.

Lusa

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