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Jerónimo de Sousa diz que reposição de direitos não esmoreceu a luta

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, defendeu hoje que a solução política de Governo que permitiu repor direitos e salários "não vem travar ou esmorecer a luta", afirmando que os avanços "ainda não são suficientes".

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"Foram os trabalhadores portugueses, com a sua luta prolongada durante quatro anos, que deram uma contribuição decisiva, para a derrota do governo PSD/CDS. Foi uma luta que teve depois aliado o voto da maioria dos portugueses que afastou definitivamente esse governo e encetou uma nova solução política que, ao contrário do que se diz, não vem travar ou esmorecer a luta", afirmou Jerónimo de Sousa.

O líder comunista falava aos jornalistas antes de integrar o desfile do 1.º de Maio, promovido pela CGTP-IN, quando a manifestação ia meio da avenida Almirante Reis, em Lisboa.

"Os avanços verificados, sendo importantes - e não desvalorizamos-, não são suficientes, são limitados. O resultado das eleições, a partir dessa luta, para além desse avanço de direitos, de salários, abriu uma janela de esperança a quem tanto lutou", defendeu Jerónimo de Sousa.

O secretário-geral do PCP, acompanhado por dirigentes comunistas como Francisco Lopes, sublinhou esses avanços, concretizados na "reposição de direitos, de salários, de prestações sociais", depois de um executivo PSD/CDS-PP que "infernizou a vida dos portugueses".

"Nesse sentido, este maio de luta é também um maio de festejo, de celebração, de confiança no futuro", disse.

Jerónimo de Sousa defendeu que "a solução política será tanto mais duradoura conforme se responda aos anseios dos trabalhadores e do povo português".

"Este Governo pode ser mais duradouro, corresponder a expectativas, se em relação a esses direitos, em relação a essa esperança, corresponder com a sua política", afirmou, sublinhando que "a posição conjunta PS/PCP define o grau de compromisso".

"Estamos empenhados seriamente para que as coisas andem para a frente, mas como sabem, há divergências, há diferenças, que podem determinar muito do futuro. Mas o nosso posicionamento é claro: esse grau de compromisso será honrado pelo PCP, afirmando a nossa autonomia, as nossas diferenças, mas acho que isso é salutar, porque não há engano de qualquer uma das partes", acrescentou.

Lusa

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