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Marcelo viaja para Maputo após novo encontro com Comunidade de Santo Egídio

O Presidente da República viaja hoje para Moçambique, horas depois de um novo encontro com a Comunidade de Santo Egídio, em Roma, na procura de uma via de diálogo entre o Governo da Frelimo e a Renamo.

PEDRO NUNES/LUSA

Os contactos com a Comunidade de Santo Egídio, não divulgados na sua agenda oficial, enquadram-se numa abordagem discreta de Marcelo Rebelo de Sousa à crise político-militar moçambicana, para a qual não foi ainda encontrada uma fórmula de intermediação aceite pelas duas partes.

O Presidente português chega a Moçambique na terça-feira de manhã e tem uma agenda intensa até sexta-feira à noite, circunscrita a Maputo e arredores da capital moçambicana, da qual não constam encontros com a oposição.

No entanto, o programa desta visita de Estado inclui quatro intervalos designados "períodos privados", onde podem caber conversações políticas e diplomáticas sem presença de jornalistas.

A organização católica Comunidade de Santo Egídio, criada em Roma em 1968 e composta essencialmente por leigos, teve um papel fundamental na mediação das negociações que levaram à assinatura do Acordo Geral de Paz entre Frelimo e Renamo, em Roma, a 04 outubro de 1992, após 16 anos de guerra civil.

Em declarações à Lusa, a partir de Roma, o padre Angelo Romano, da Comunidade de Santo Egídio, afirmou que o encontro de hoje com o Presidente português têm como objetivo a procura de "um caminho para o diálogo" entre Frelimo e Renamo.

"Como todos os amigos de Moçambique, estamos a ver o que é que podemos fazer. Queremos fazer qualquer coisa, em colaboração com as autoridades do país", disse Angelo Romano.

Marcelo Rebelo de Sousa já se tinha encontrado com a Comunidade de Santo Egídio em Roma a 16 de março, na véspera da sua audiência com o papa Francisco, no Vaticano. Essa foi a sua primeira deslocação ao estrangeiro, uma semana depois de tomar posse.

Nesta visita a Itália, o chefe de Estado português está acompanhado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e pela secretária de Estado Adjunta e dos Negócios Estrangeiros, Teresa Ribeiro - nascida em Moçambique, que foi quem anunciou a visita do Presidente a este país.

De Roma, seguirá diretamente para Moçambique, hoje à tarde, com uma escala de apenas meia hora em Lisboa, juntamente com Teresa Ribeiro.

O Presidente da República tem como assessor para as relações internacionais o diplomata José Augusto Duarte, que para exercer essas funções deixou o cargo de embaixador de Portugal em Maputo.

Mesmo antes de iniciar funções presidenciais, Marcelo Rebelo de Sousa pôde inteirar-se pessoalmente da posição do Governo da Frelimo sobre a crise político-militar, num jantar que teve na véspera de tomar posse, com o Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi.

No dia 9 de março, Filipe Nyusi e o rei de Espanha foram os únicos chefes de Estado presentes nas cerimónias de posse do Presidente português, nas quais também esteve o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

Quanto ao líder da Renamo, Afonso Dhlakama, Marcelo Rebelo de Sousa conheceu-o há 20 anos, quando visitou Moçambique como presidente do PSD. Na altura, apesar de estar na oposição, anunciou "memorandos de entendimento" com os dois partidos moçambicanos.

Lusa

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