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Reclusos de Custóias terminam greve de fome que durava desde 19 de abril

Os seis reclusos romenos do Estabelecimento Prisional do Custoias que estavam em greve de fome desde 19 de abril puseram hoje termo àquela forma de protesto, informou à Lusa o advogado de um dos grevistas.

(Arquivo/Reuters)

(Arquivo/Reuters)

© Stephen Lam / Reuters

Segundo Fernando Moura, a greve de fome terminou depois de os reclusos terem conseguido provar que a tradutora escolhida pelos tribunais para os seus processos "não está autorizada pelo Ministério da Justiça da Roménia".

"Tenho em mãos um documento do Ministério da Justiça romeno que garante que a tradutora em questão não está autorizada nem é reconhecida oficialmente como tal pelas autoridades da Roménia", referiu Fernando Moura.

Em causa está uma tradutora de nacionalidade moldava, que, ainda segundo Fernando Moura, "não consegue traduzir corretamente a língua romena", acabando por prejudicar os arguidos, nomeadamente no que se refere às escutas telefónicas.

O advogado sustentou ainda que os reclusos, todos em prisão preventiva por furtos, se dizem "discriminados" pela Justiça portuguesa.

"Estamos a falar de pequenos furtos, mas o que acontece é que os processos acabam por ser todos juntos para parecer uma coisa em grande e para assim de alguma forma justificar a prisão preventiva", acrescentou, por entre acusações de "xenofobia".

Lusa

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