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Cristas acusa PS de estar "capturado pela agenda da esquerda radical" na Educação

Cristas acusa PS de estar "capturado pela agenda da esquerda radical" na Educação

Assunção Cristas acusa o PS de estar "capturado pela agenda ideológica da esquerda radical" no setor da Educação. Em causa está a polémica em torno da redução do financiamento do Estado a turmas dos colégios privados. Passos Coelho considera esta discussão retrógrada e diz que muito provavelmente o Estado vai ser colocado em tribunal por estas escolas.

"O que vemos hoje é que o PS se está a deixar levar pela agenda da esquerda radical. Vale a pena perguntar quem é que manda no Ministério da Educação, se é Mário Nogueira, se o PCP, o BE, ou o PS, que sempre teve uma visão mais moderada e conciliadora nesta matéria e sempre reconheceu o serviço público de educação prestado por escolas não estatais", disse a líder do CDS aos jornalistas, durante uma visita à feira quinzenal de Vale de Cambra.

Assunção Cristas reafirmou a preocupação do partido com a "inquietude e ameaça aos contratos de associação ao ensino particular e cooperativo, que presta um serviço público de grande qualidade, em benefício das famílias portuguesas".

"Estamos a falar de cerca de 17 mil alunos e 1125 professores que podem ser atingidos por despedimento coletivo e de muitas famílias que não sabem se para o ano vão poder continuar com os filhos na mesma escola", disse.

Salientando que o CDS tem vindo a acompanhar a situação "desde a primeira hora", Assunção Cristas afirmou que a sua gravidade tem mobilizado os autarcas e os deputados do CDS, "que estão a fazer reuniões com as escolas de cada distrito".

"Continuarei a questionar o primeiro-ministro como questionei no último debate quinzenal, em que lhe perguntei se estava a acompanhar e tinha consciência do problema", garantiu.

A líder centrista lembrou que muitas das escolas privadas e cooperativas começaram a fazer "trabalho público de educação a pedido do próprio Estado, onde não há oferta escolar estatal em muitos domínios", o que "o PS, na sua linha tradicional nunca colocou em causa".

Assunção Cristas admitiu, contudo, que possa haver necessidade de rever a política seguida, onde coexista o ensino público e o privado e tenha diminuído o número de alunos, em consequência da baixa natalidade, mas avaliando quais as escolas que garantem melhor qualidade e menores custos para o Estado.

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