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Acusados de homicídio em Odivelas condenados a 22 e 18 anos de prisão

O Tribunal de Loures condenou hoje dois homens, a 18 e 22 anos de prisão, pelo homicídio de um terceiro em janeiro de 2015, em Odivelas, por causa de um negócio de droga.

O arguido, de 38 anos e natural de Baião, distrito do Porto, a aguardar julgamento em prisão preventiva - medida de coação mais gravosa - está acusado pelos crimes de homicídio qualificado na forma consumada, homicídio consumado na forma tentada e posse de arma ilegal. (Arquivo)

O arguido, de 38 anos e natural de Baião, distrito do Porto, a aguardar julgamento em prisão preventiva - medida de coação mais gravosa - está acusado pelos crimes de homicídio qualificado na forma consumada, homicídio consumado na forma tentada e posse de arma ilegal. (Arquivo)

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Neste processo estavam pronunciados três arguidos, pelos crimes de homicídio e roubo qualificados, sequestro e tráfico de droga, sendo que um deles acabou por ser absolvido, pelo facto de o tribunal ter concluído que não esteve envolvido em nenhum deles.

Segundo o despacho de acusação do Ministério Público, a que a agência Lusa teve acesso, a vítima tinha consigo dois quilogramas de canábis, que pretendia negociar com dois homens, irmãos, uma vez que sabia que estes se dedicavam à venda de estupefacientes.

Contudo, o negócio não se concretizou nessa noite, porque a vítima estava com um amigo e os arguidos pediram-lhe que voltasse no dia seguinte, mas sozinha.

Assim, na noite de 16 de janeiro, enquanto um ficou em casa a guardar a droga, "os dois outros elementos, após atarem as mãos e os pulsos da vítima, obrigando-a a entrar na sua própria viatura, conduziram por um caminho de terra batida", descreve a acusação. Um dos arguidos levou o automóvel da vítima e outro seguiu na sua viatura.

Chegados a um local de difícil acesso, "retiraram Alexandre Sousa do carro e mantiveram-no manietado, tendo um deles efetuado dois disparos na direção da cabeça da vítima, que viria a falecer no dia seguinte", segundo o MP.

De seguida, os dois homens conduziram cerca de cinco quilómetros, até Almargem do Bispo em Sintra, onde regaram a viatura da vítima com gasolina e lhe atearam fogo.

Durante a leitura do acórdão, que se realizou na Instância Central Criminal de Loures, a presidente do coletivo de juízes classificou este crime de "chocante".

"Este indivíduo foi claramente executado. Houve um enorme grau de violência, de insensibilidade. Foi de uma frieza de alma e de espírito", afirmou a magistrada.

Nesse sentido, o tribunal decidiu condenar um dos homens, que foi considerado o mentor do homicídio, a 22 anos de prisão e o outro a 18 anos.

Lusa

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