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Hotelaria praticamente esgotada em Fátima para o 13 de maio

As cerca de 7.000 camas disponíveis em estabelecimentos hoteleiros de Fátima estão praticamente esgotadas para a peregrinação do 13 de maio, disse fonte do setor.

© Jose Manuel Ribeiro / Reuters

"É habitual, nesta altura, os hotéis estarem completos ou quase completos", disse à agência Lusa Alexandre Marto, presidente da Associação Empresarial Ourém-Fátima (ACISO) e empresário do ramo da hotelaria.

De acordo com aquele responsável, é, no entanto, "normal" que nos últimos dias antes das celebrações dos 99 anos das aparições de Fátima que se cumprem na quinta e na sexta-feira fiquem disponíveis alguns quartos, em resultado de "acertos técnicos" entre unidades hoteleiras e operadores turísticos, provenientes de desistências de hóspedes.

Alexandre Marto frisa que os quartos que serão ocupados nesta altura "já foram vendidos há um ano ou mais" e adiantou que cerca de 70% dos alojamentos disponíveis são contratualizados com operadores de grupos turísticos, muitos dos quais peregrinos do estrangeiro.

Os operadores acabam por garantir turistas nos restantes períodos do ano, fora das peregrinações: "Se garantirmos 20 quartos em datas específicas, comprometem-se a comprar no resto do ano", frisou.

Confrontado, no entanto, com quartos à venda em páginas de internet especializadas em alojamentos turísticos a preços cinco vezes mais caros que no resto do ano (um quarto duplo num hotel de 3 estrelas a 300 euros ou outro, num estabelecimento de duas estrelas, a 210 euros), o presidente da ACISO desdramatiza a situação, embora admita que possa acontecer, face à procura.

"A enorme maioria dos quartos são vendidos a preços perfeitamente banais, os hotéis estão cheios e os preços médios são baixos, não são preços especulados. Mas admito que não é muito normal pedirem 300 ou 400 euros por um quarto", afirmou.

Alexandre Marto disse que Fátima "continua a ser uma cidade de picos", nomeadamente por alturas das peregrinações de maio, agosto e outubro, "mas no resto do ano tem preços miseráveis".

"A taxa de ocupação está nos 30 por cento e o preço médio é muito baixo", frisou, lembrando que para além das 7.000 camas em unidades hoteleiras existem outras tantas em alojamentos locais e ligadas à Igreja, que perfazem um total de 14.000.

Por outro lado, ainda segundo o presidente da ACISO, existe uma explicação para poderem aparecer quartos a preços muito elevados, diretamente relacionada com a natureza dos contratos entre os operadores turísticos e as unidades hoteleiras.

"O operador bloqueia os quartos e alguns hotéis são obrigados a manter sempre os quartos, mesmo que não tenha nenhum disponível, porque o operador não deixa fechar as vendas", explicou, indicando que assim mantém-se o interesse de potenciais hóspedes.

Os hotéis acabam por anunciar um quarto a mil euros, "que ninguém compra", mas, mesmo que um quarto com esse nível de preço fosse vendido, as unidades hoteleiras têm estratégias para garantir o alojamento. Que passam, por exemplo, segundo Alexandre Marto, pela recolocação de um dado hóspede, "como um motorista de um autocarro de turismo", noutro hotel, "pagando-lhe a deslocação", custos que acabam cobertos pelo alojamento vendido a preços superiores.

O responsável da associação empresarial lembra que Fátima é o produto turístico mais vendido em Portugal após o turismo urbano das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto e do sol e mar e que a cidade é incluída em roteiros de turistas que atravessam o atlântico e que vão em peregrinação, não só a vários destinos portugueses, como a locais de culto espanhóis e franceses na mesma viagem.

Lusa

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