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Confirmada segunda ninhada de linces ibéricos no Vale do Guadiana

Uma semana após a confirmação da primeira cria de lince ibérico nascida em ambiente selvagem, foi agora confirmada uma segunda ninhada de linces localizada no vale do Guadiana.

As duas crias serão filhas de Lagunilla, uma lince ibérica fêmea, com dois anos, e proveniente do Centro de Reprodução de Zarza da Granadilla, em Espanha, libertada em maio de 2015 na Herdade das Romeiras, na região de Mértola. Uma delas, já foi batizada como "Nosso".

Estas duas ocorrências constituem um dos mais relevantes marcos na já longa história da conservação do lince ibérico em Portugal, iniciada há mais 30 anos com a campanha da LPN “Salvemos o lince e a Serra da Malcata”. A existência de fêmeas reprodutoras é o mais significativo indicador da saúde de uma população e um facto que sustenta o potencial sucesso do processo de reintrodução iniciado.

O lince tem sido introduzido em Portugal com sucesso, ainda que seja uma experiência recente, através do projeto LIFE+Iberlince, que prevê libertar este ano algumas dezenas de linces ibéricos em várias zonas da Península Ibérica, alguns em Portugal, para incrementar e consolidar as populações existentes.

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    Confirmou-se a existência da primeira cria de lince-ibérico no Parque Natural do Vale do Guadiana. Terá nascido há cerca de 45 dias.A mãe é Jacarandá, a primeira fêmea a ser solta em Portugal no dia 16 de Dezembro de 2014. Em declarações à SIC, Pedro Rocha, do Departamento da Conservação da Natureza do Alentejo, disse que este nascimento é um grande avanço para a conservação da espécie no nosso país. Não existia confirmação do nascimento de nenhuma cria em ambiente selvagem há mais de 40 anos.

  • Com a multiplicação de bons indicadores económicos e financeiros do país, multiplicam-se os elogios ao Governo e declaram-se mortas e enterradas as políticas do passado recente, nomeadamente a da austeridade. Nada mais errado. O que os bons resultados agora alcançados provam definitivamente é que a austeridade resolveu de facto os problemas das contas públicas e, mais do que isso, contribuiu para o crescimento económico que foi garantido por reformas estruturais e pela reorientação do modelo económico.

    José Gomes Ferreira

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