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Ministério da Agricultura proíbe taloamina por risco para a saúde

O Governo anunciou esta quinta-feira que vai retirar do mercado a taloamina e todos os produtos fitofarmacêuticos que contenham aquela substância por constituírem um risco grave para a saúde humana, animal e para o ambiente.

O Infarmed e a Autoridade Tributária apreenderam cerca de 54 mil embalagens de medicamentos ilegais

O Infarmed e a Autoridade Tributária apreenderam cerca de 54 mil embalagens de medicamentos ilegais

© Mohamed Nureldin Abdallah / RA notícia é avançada pelo Jornal de Notícias. Nos últimos três anos o Infarmed e a Autoridade Tributária apreenderam cerca de 54 mil embalagens. Os remédios são normalmente comprados através da Internet, utilizada por redes mafiosas para chegar aos consumidores. O jornal avança que, de acordo com a Base de Dados Nacional de Notificações de Reações Adversas e Medicamentos, em Portugal não foi identificado nenhum caso de morte após a ingestão dessas substâncias.

"Os serviços da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária notificaram as empresas produtoras de fitofármacos sobre a taloamina, um co-formulante utilizado nos compostos herbicidas à base de glifosato, tendo em vista a retirada imediata desta substância do mercado", refere, em comunicado, o Ministério da Agricultura.

O Governo justifica a decisão com o "processo de reavaliação comunitária da substância ativa glifosato e face aos recentes estudos que determinam o potencial carcinogénico de certas formulações com base nesta substância ativa".

"Foi identificada a taloamina como substância potencialmente carcinogénica", refere no comunicado.

O Ministério da Agricultura considera que "os produtos fitofarmacêuticos contendo o co-formulante em questão são suscetíveis de constituir risco grave para a saúde humana ou animal ou para o ambiente", razão pela qual devem ser imediatamente proibidos.

Segundo o comunicado, todos os produtos fitofarmacêuticos que contenham taloamina "devem ser cancelados", tendo as empresas até 30 de junho para procederem à recolha dos produtos, "data a partir da qual a sua venda é rigorosamente proibida".

"As autorizações de venda estão canceladas a partir dessa mesma data", sublinha o Ministério da Agricultura.

A proibição, segundo o Ministério da Agricultura, determina a saída de 17 produtos do mercado, de um total de 83 que contém glifosato.

Lusa

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