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Associação diz que deputados venceram preconceito ao legalizar gestação de substituição

A Associação Portuguesa de Fertilidade (APF) afirmou hoje que a aprovação da gestação de substituição pela Assembleia da República se deveu aos deputados que "conseguiram vencer o preconceito e colocar Portugal na linha da frente", nesta matéria.

© Michaela Rehle / Reuters

O projeto de lei do BE foi hoje aprovado com os votos favoráveis de PS, BE, PEV e PAN e de 24 deputados do PSD.

Para a presidente da associação que representa os casais inférteis, "as mulheres que nasceram sem útero ou que o perderam na sequência de uma doença ou de um acidente vão poder concretizar o sonho da maternidade, sem terem de sair do seu país".

"Hoje é um dia muito feliz para a Associação Portuguesa de Fertilidade e, sobretudo, para as mulheres que precisam desta lei para concretizarem o seu projeto de maternidade. Finalmente vão deixar de se sentir marginalizadas e descriminadas no seu próprio país", refere a presidente da APF.

Cláudia Vieira recorda que "esta lei apenas beneficiará as mulheres que têm um motivo clínico para não conseguirem levar uma gravidez até ao seu termo, e que não haverá nenhuma compensação financeira para quem doar benevolamente o seu útero".

"Mulheres que nasceram sem útero ou que o perderam na sequência de uma doença oncológica ou de um acidente -- são estas as destinatárias deste projeto-lei, que prevê a legalização da gestação de substituição apenas nos casos em que a mulher não pode, por motivos clínicos, carregar um bebé no seu útero", acrescenta.

Lusa

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