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Marcelo relaxou com a arte urbana e abstraiu-se da economia

O Presidente da República foi hoje conhecer a arte urbana do Bairro Padre Cruz, em Lisboa, e concluiu, por experiência própria, que a pintura de murais relaxa e permite abstrair da política e da economia.

Tiago Petinga

"Estou a descobrir a minha vocação. Daqui a cinco anos dedico-me à pintura de murais. Isto é relaxante. Não se pensa na política, não é? Nem na economia", declarou Marcelo Rebelo de Sousa, enquanto dava pinceladas de amarelo num muro que estava a ser pintado por crianças.

Ao seu lado, uma professora de economia também ajudava na pintura, a quem o chefe de Estado perguntou: "Economia? Não é stressada? Ou não olha para os números?".

O Presidente da República esteve hoje no Bairro Padre Cruz, situado na periferia norte da capital, para ver de perto as obras que mais de 30 artistas portugueses e estrangeiros estão a realizar no âmbito do Muro - Festival de Arte Urbana, o primeiro do género em Lisboa.

Marcelo Rebelo de Sousa percorreu as ruas do bairro durante quase duas horas, acompanhado pelo presidente da junta de freguesia de Carnide, Fábio Martins de Sousa, do PCP, pelo presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, e por outros responsáveis do executivo camarário socialista.

Depois de conversar com vários dos artistas e ver moradores felizes com as novas fachadas das suas casas, o chefe de Estado considerou que esta iniciativa "é espetacular", com "tanta gente, tantas obras e com uma adesão tão grande da população".

Segundo o Presidente, "é uma forma de mostrar que o bairro está vivo, que aponta para o futuro, que está a dar uma volta na parte mais antiga, e de vencer o preconceito de que há bairros de primeira, de segunda, de terceira, de quarta, de quinta, de sexta".

"Não há. Este bairro, em termos de arte urbana, é de primeira. Tomara muitos bairros considerados como privilegiados terem o que este fica a ter", acrescentou.

Lusa

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