sicnot

Perfil

País

Segurança social fecha lar sem lincença em Valongo

O lar que a Segurança Social está hoje a encerrar em Alfena, concelho de Valongo, não tem licença para esta atividade, confirmou a GNR do Porto, que está a acompanhar no terreno a operação.

Arquivo Reuters

Em causa está um lar de idosos que funciona há cerca de dois anos numa habitação da rua de Baguim, freguesia de Alfena, que acolhia 14 utentes, dois dos quais acamados e três com muita dificuldade de locomoção, funcionando com sete funcionários.

Em declarações aos jornalistas, o tenente-coronel Silva Ferreira, oficial de relações públicas da GNR do Porto, explicou que a operação de encerramento das instalações, que se iniciou às 07:00 de hoje, ocorre para "dar cumprimento a dois mandados judiciais" que foram emitidos na sequência de "algumas denúncias".

"O lar não tem licença para funcionar como tal. Estão a ser recolhidas provas para confirmar ou não se os responsáveis incorrem na prática de maus-tratos", indicou Silva Ferreira, segundo o qual as primeiras denúncias foram feitas há um mês.

A agência Lusa constatou no local que os utentes estão a ser retirados das instalações e segundo a mesma fonte da GNR "no caso de não existir retaguarda familiar será a Segurança Social a precaver o seguimento a dar à situação".

No local estão 12 agentes da GNR, quatro responsáveis ligados à delegação de saúde, quatro do Instituto de Medicina Legal e dois técnicos da Segurança Social.

Os relatos feitos por vizinhos da habitação referem que alguns dos utentes dormiam numa cave da casa.

A proprietária do lar ilegal teve anteriormente um outro espaço para a prática da mesma atividade em São Mamede de Infesta, concelho de Matosinhos.

Lusa

  • "Não se reconstroem serviços públicos em dois anos"
    0:53

    País

    O Ministro da Saúde diz que os problemas do Serviço Nacional de Saúde não se resolvem em dois anos nem se consegue reverter a trajetória de desinvestimento e delapidação dos serviços públicos até 2019, ou até ao final da legislatura. Em entrevista ao jornal Público e à rádio Renascença, Adalberto Campos Fernandes admitiu ainda que é contra a eutanásia, mas garante que o SNS estará pronto a aplicar a lei, se assim for decidido pelo Parlamento.

  • "Oui, Monsieur - O Saco Azul do Marquês" (Parte I)
    35:45

    Operação Marquês

    A acusação da Operação Marquês diz que, em 5 anos, foram pagos quase 36 milhões de euros de luvas a José Sócrates. A maior fatia veio do Grupo Espírito Santo. O Ministério Público fala em pagamentos por decisões políticas sobre negócios da PT, alegadamente em benefício de Ricardo Salgado. Além de Sócrates, também Zeinal Bava e Henrique Granadeiro terão recebido dezenas de milhões de euros do ex-banqueiro. Nesta primeira parte da reportagem "Oui, Monsieur - O Saco Azul do Marquês", começamos a seguir do rasto desse dinheiro, conduzidos pelas pistas deixadas à investigação, nos registos secretos de um director do Grupo Espírito Santo.

  • "Oui, Monsieur - O Saco Azul do Marquês" (Parte II)
    24:59

    Operação Marquês

    O Ministério Público estima que, em apenas 8 anos, a ES Enterprises movimentou mais de três mil milhões de euros. E sempre à margem de qualquer controlo. Na tese da Operação Marquês, foi desta empresa fantasma que saiu a maior parte das luvas alegadamente pagas por Ricardo Salgado a José Sócrates, Zeinal Bava, Henrique Granadeiro e Hélder Bataglia, por causa dos negócio da PT. Na primeira parte da grande reportagem "Oui, Monsieur - o saco azul do marquês" vimos como o chumbo da OPA da SONAE à PT terá sido o primeiro desses negócios.Agora, olhamos para outros pagamentos milionários e procuramos perceber o que está atrás desse alegado saco azul. A investigação concluiu que era financiado através de operações financeiras complexas, por vezes com dinheiro dos clientes do BES.