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Associação que combate insucesso escolar comemora 10 anos

A associação EPIS - Empresários pela Inclusão Social assinala hoje o décimo aniversário com uma nova gestão e uma cerimónia com o Presidente da República, quando estudos indicam aumento do insucesso escolar em crianças de sete anos.

© Albert Gea / Reuters

A cerimónia acontece na Escola Secundária Braamcamp de Freire, na Pontinha (perto de Lisboa) e Marcelo Rebelo de Sousa, segundo o programa divulgado, estará com alunos dos programas de recuperação da EPIS e com empresários parceiros.

A EPIS é uma associação criada em 2006 por um grupo de 112 empresários e tem como missão combater o insucesso e o abandono escolar, criando e desenvolvendo programas específicos. Tem atualmente mais de 350 empresas associadas e é o maior parceiro privado do Ministério da Educação, do Instituto de Emprego e Formação Profissional e dos Governos Regionais dos Açores e da Madeira.

Além de comemorar os 10 anos de existência a cerimónia de hoje assinala também a eleição do advogado e político (ex-ministro e eurodeputado) António Vitorino como novo presidente da associação, que sucede a Luís Palha da Silva.

Segundo dados da associação sobre o primeiro período do atual ano letivo, os alunos do projeto EPIS melhoraram os resultados em 15 pontos percentuais. As notas apuradas em dezembro indicaram que a percentagem de alunos do 2.º e 3.º ciclos que passou a ter condições de aprovação subiu 15,2 pontos percentuais face a igual período do ano passado.

No primeiro período do ano letivo anterior, 2014/15, a percentagem de alunos com condições de aprovação era de 19 e passou este ano letivo para 34,2 por cento.

Porém há números menos agradáveis segundo um estudo preliminar divulgado em abril, no âmbito de uma conferência da EPIS: uma taxa de retenção no 2.º ano do primeiro ciclo muito elevada.

Segundo os números, apresentados pela professora e antiga ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues, 11 mil alunos de sete anos chumbaram, num universo arredondado de 100 mil alunos/ano, uma taxa de 11,4 por cento.

De acordo com os dados, a taxa de retenção no 1.º cinclo do ensino básico desceu desde 1996 e até 2010 mas começou a subir a partir dessa altura.

Os números indicam ainda que se 2010 foi o ano que marcou a inversão (para aumento de chumbos) em todos os anos (o 1.º ano não é contabilizado), apenas no 2.º ano continua hoje a aumentar a taxa de retenção.

No terceiro ano estabilizou a partir de 2013 e no quarto ano voltou a haver menos retenções logo a partir de 2011/12.

A taxa de retenção no primeiro ciclo é mais grave em Portugal do que na maioria dos países da União Europeia e o insucesso escolar no 2.º ano acontece tanto no público como no privado, com a área metropolitana de Lisboa a liderar em número de "escolas do insucesso", indicam também os dados.

Desde o início dos programas da EPIS foram acompanhados mais de 18 mil alunos em três centenas de escolas de 26 concelhos de todo o continente e de cinco ilhas das regiões autónomas.

Lusa

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