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Família acusada de escravizar homem durante 26 anos numa herdade de Évora

O Ministério Público (MP) deduziu acusação contra quatro pessoas da mesma família por escravizarem um homem durante 26 anos, numa propriedade agrícola situada no concelho de Évora, pedindo uma indemnização de 30 mil euros.

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Em comunicado publicado na página da Internet do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Évora e consultado hoje pela agência Lusa, o MP refere que os arguidos estão acusados da prática dos crimes de escravidão e de tráfico de pessoas.

A vítima "trabalhou durante 26 anos" na propriedade agrícola "sem que lhe fosse paga qualquer remuneração", em situação de "absoluta dependência", realça o MP, indicando que os arguidos apoderaram-se dos seus documentos.

Com o despacho de acusação, foi deduzido um pedido de indemnização cível no valor de 30.468 euros, assinala o Ministério Público.

O caso remonta a 2013 e a investigação esteve a cargo da Unidade Nacional de Combate ao Terrorismo (UNCT) da Polícia Judiciária (PJ).

Na altura, o homem, de 63 anos e de nacionalidade angolana, foi resgatado pela GNR, após uma denúncia, revelaram à Lusa fontes judiciais e policiais.

As mesmas fontes indicaram que o homem foi encaminhado para uma instituição que acolhe vítimas de tráfico de pessoas, acabando por falecer, em novembro do ano passado, vítima de doença prolongada.

Lusa

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