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A41 reabre na totalidade no sábado após aluimento do piso

A A41, cujo piso aluiu a meio de fevereiro em Alfena, concelho de Valongo, abre na totalidade sábado, disse hoje a Ascendi, concessionária responsável por esta autoestrada que prevê abrir já esta noite o sentido Maia-Alfena.

Em comunicado a Ascendi informa que "concluiu os trabalhos finais de reconstrução do troço da A41, entre o nó de Alfena e o Nó da A3".

A concessionária avança que abre a partir das 00:00 de sábado o sentido Maia-Alfena, enquanto o sentido Alfena-Maia abre ao longo do mesmo dia.

"[É reposta] a total circulação na A41 sem qualquer condicionamento de trânsito", diz a Ascendi, garantindo que assim "antecipa o prazo inicialmente previsto".

O aluimento de piso na A41 ocorreu a 13 de fevereiro, cerca das 17:45, situação que provocou o corte de tráfego nessa estrada, entre o nó de Alfena e o nó da A3, no sentido Alfena-Aeroporto.

A demora na resolução da situação desencadeou a contestação dos utilizadores, bem como tomadas de posição de autarquias e de partidos políticos.

A 04 de abril o Grupo de Utentes da A41/Núcleo de Alfena, concelho de Valongo, convocou mesmo um "buzinão" para as imediações das obras de forma a reivindicar a suspensão do pagamento de portagens e a resolução do "buraco" na estrada.

O mesmo grupo voltou a manifestar-se a 06 de maio aquando da visita do primeiro-ministro António Costa a Ermesinde para inaugurar a Loja do Cidadão do concelho, tendo pedido o fim de uma portagem que do seu ponto de vista "cria uma desigualdade na região".

Já as câmaras de Valongo e da Maia avançaram, ao longo das várias semanas que se seguiram ao aluimento do piso, estar a preparar "uma ação judicial para exigir uma indemnização", enquanto a de Paços de Ferreira alertou que a interrupção da circulação na A41 está a causar "prejuízos elevados" às empresas exportadoras daquele concelho.

Segundo a Ascendi o aluimento de terras que em fevereiro ocorreu na A41 teve como causa direta "a elevada e anormal pluviosidade que se verificou na região".

A empresa garantiu ter mobilizado de "imediato" meios e recorrido "a trabalho intensivo em condições muito adversas".

Lusa

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