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Associações alertam para perigo de balões quando se tornam lixo

Associações de defesa do ambiente alertaram hoje para os efeitos negativos dos balões largados, nomeadamente nas festas de crianças, tanto para os bebés, que podem engasgar-se, como para os animais, que os confundem com alimento.

FERNANDO VELUDO / LUSA

"Acreditamos que é possível a mobilização de todos, mantendo a cor e o forte simbolismo, mas sem balões. O ambiente agradece, e o ambiente somos todos nós", salienta um comunicado divulgado pela Associação Portuguesa de Lixo Marinho (APLM) e pela Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE).

As entidades "alertam para os impactos negativos das largadas de balões, propondo que sejam eliminadas e substituídas por alternativas de menor impacto".

As largadas de balões têm um simbolismo muito positivo aliado ao efeito da cor, reconhecem as associações, mas que contrasta com os impactos negativos quando aqueles caem e se tornam lixo, ficando disperso no ambiente.

As associações salientam que os balões caídos nas praias, em parques infantis e zonas de lazer representam "um perigo potencial para crianças pequenas ou bebés que, por curiosidade lhes podem pegar".

É que se deglutidos, os balões podem provocar engasgamento ou mesmo asfixia, explicam.

Os balões, inteiros ou rebentados, atraem animais que os confundem com alimento, principalmente nos oceanos, onde podem ser confundidos com alforrecas, acabando por ser ingeridos por tartarugas e outros animais marinhos.

As consequências para os animais podem ser graves, desde a obstrução mais ou menos temporária do tubo digestivo até à morte por asfixia ou inanição, explicam os ambientalistas.

São listados alguns "bons exemplos de eventos e comemorações" integrados em campanhas que, em vez de balões, optaram por bolas de sabão, caminhadas, cartazes, distribuição de fitas, iluminações de edifícios e outras manifestações com benefícios para o ambiente, como a plantação de árvores ou arbustos pela comunidade.

As associações realçam que os balões de látex, "ditos biodegradáveis, permanecem vários anos no ambiente, fragmentando-se em pedaços que são ingeridos por muitos animais".

O alerta surge a propósito do Dia Mundial da Biodiversidade, assinalado no domingo, do Dia Mundial do Ambiente, comemorado a 5 de junho e do Dia Mundial dos Oceanos, a 8 de junho, e tem o apoio de outras associações como o GEOTA (Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente), Centro Português de Atividades Subaquáticas (CPAS), Associação de Ciências marinhas e Cooperação (SCIAENA) ou Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA).

Lusa

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