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Costa defende que o Governo trouxe uma nova cultura política ao país

O primeiro-ministro apresentou hoje, no parlamento, um balanço de seis meses de Governo, defendendo que gerou uma nova cultura política, com "centralidade parlamentar" e respeito "escrupuloso" pela Constituição, e sem recorrer a "ilegítimas divisões artificiais" entre portugueses.

LUSA

António Costa falava na abertura do debate quinzenal, na Assembleia da República, num discurso em que advogou que a solução política na base do seu Governo é "clara, coerente, estável" e "permitiu exprimir a inequívoca vontade de mudança contida nos resultados das eleições legislativas de 2015, criando as condições para virar a página da austeridade".

"Uma nova cultura política de Governo, inteiramente conforme com a centralidade do debate democrático e parlamentar e que faz ponto de honra do respeito escrupuloso pela Constituição e as decisões do Tribunal Constitucional", afirmou o primeiro-ministro na parte final da sua intervenção.

Numa referência à conjuntura económica e financeira, António Costa defendeu também que o seu Governo está "empenhado no respeito pelos direitos e na reposição dos rendimentos das pessoas e famílias, cumprindo critérios elementares de justiça e também estimulando a economia, através do aumento da procura interna, sem prejuízo do esforço acrescido que a desaceleração da economia mundial nos exige para crescer no mercado externo".

"Um Governo que se dirige a todos os portugueses, sem recorrer a divisões artificiais, ilegítimas e perigosas entre novos e velhos, ativos e pensionistas ou funcionários e demais trabalhadores, antes mobilizando todos em torno de uma agenda transformadora, nos domínios económico e social", referiu, aqui numa crítica ao anterior executivo PSD/CDS-PP.

António Costa disse ainda que nem sempre foi fácil cumprir os objetivos programáticos a que se tem proposto o seu executivo.

Mas "a cada dificuldade, mostrámos capacidade de a vencer. É essa resiliência que está a tornar possível virar a página da austeridade e que abre caminho para fazer de Portugal um país mais desenvolvido, mais justo e mais igual", acrescentou.

Lusa

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