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PM diz que data limite para que as partes do Porto de Lisboa se entendam é hoje

O Governo estabeleceu o dia de hoje como a data limite para que as partes em conflito no Porto de Lisboa se entendam, afirmou o primeiro-ministro, durante o debate quinzenal, em resposta ao presidente do PSD.

"O Governo estará totalmente empenhado em encontrar uma solução, o que justifica, aliás, a ausência da senhora ministra do Mar nesta bancada hoje de manhã. Mas, como eu ontem [quinta-feira] disse, tudo tem um limite, e posso-lhe acrescentar que o limite é mesmo o dia de hoje para que as partes se possam entender", declarou António Costa.

Antes, o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, tinha acusado o Governo de inação face à greve de estivadores no Porto de Lisboa e questionado o primeiro-ministro sobre quais eram os limites a que se tinha referido: "Quais são esses limites?".

Passos Coelho referia-se a declarações feitas na quinta-feira pelo primeiro-ministro, que prometeu que hoje iria ser feito "um grande esforço negocial ao longo de todo o dia", acrescentando: "Mas há limites para tudo, e se a solução não for uma solução negociada, terá que ser encontrada outra solução".

O ex-primeiro-ministro salientou as consequências da greve no Porto de Lisboa para as exportações portuguesas e para o transporte marítimo para as regiões autónomas da Madeira e dos Açores.

Em resposta, António Costa recordou o anterior período de governação PSD/CDS-PP, mencionando que "nos últimos três anos e meio houve 36 pré-avisos de greve e 441 dias de greve efetivos", ou seja "mais de um ano de greve consecutiva".

O primeiro-ministro disse também que, na altura, Passos Coelho qualificou essa situação como "um conflito entre privados", e contrapôs: "Para nós, é um conflito grave para a economia".

Depois de António Costa afirmar que "o limite é mesmo o dia de hoje para que as partes se possam entender", o presidente do PSD desvalorizou essa promessa, dizendo que em dezembro do ano passado a ministra do Mar já tinha proclamado o fim das greves no Porto de Lisboa.

"A senhora ministra do Mar disse alto e bom som: acabaram-se as greves no Porto de Lisboa. Diz agora o senhor primeiro-ministro: hoje é o limite. Portanto, ficamos a perceber que limites para o Governo é um problema de tempo", observou Passos Coelho.

O presidente do PSD alegou que o executivo do PS considera um "aborrecimento" ter de resolver problemas. "Essa é a autoridade do Governo, e é por isso que o Governo não consegue resolver problemas, antes agrava problemas", acrescentou.

Lusa

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