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Acidentes com tratores causaram 28 mortos e 12 feridos graves desde janeiro

A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou desde o início do ano 28 mortos e 12 feridos graves em Portugal continental devido a acidentes com tratores agrícolas, segundo dados facultados hoje à agência Lusa.

© Eduard Korniyenko / Reuters


Coimbra foi o distrito com mais mortes nestes cinco meses (cinco), seguido de Braga (quatro), Leiria, Viseu e Castelo Branco (três mortos cada um), Beja, Bragança, Lisboa e Santarém (dois mortos cada um). Os distritos de Viana do Castelo e Vila Real registaram um morto neste período, perfazendo as 28 vítimas mortais, todas com idades acima dos 60 anos.

A GNR assume estar "muito preocupada" com este flagelo, que em média, desde janeiro, provocou quase seis vítimas mortais por mês, e apela aos agricultores para que adotem comportamentos de segurança.

A maioria dos acidentes acontece por capotamento do trator, tendo como consequência o esmagamento do condutor: "O 'arco de Santo António' poderia ter salvado muitos, se fosse usado na altura do acidente", alerta a GNR, referindo-se à barra de ferro em forma de U invertido que pode ser colocada no trator, sobre a cabeça do condutor, mas não é obrigatória.

Em caso de capotamento, esta estrutura pode impedir o esmagamento do condutor.

Esta força de segurança sublinha que tem levado a cabo diversas ações de sensibilização na sua área de atuação de norte a sul de Portugal continental e deixa outros conselhos aos agricultores.

"Não esquecer a manutenção do veículo, o seu mau funcionamento ou falta de limpeza podem causar acidentes; utilizar os acessórios de iluminação e sinalização, de acordo com a lei; frequentar ações de formação teóricas e práticas; conhecer os riscos da condução de tratores agrícolas e circular com segurança", avisa.

A GNR apela a que os agricultores não conduzam sob o efeito do álcool, fadiga ou com excesso de velocidade, pede para que sejam respeitados os limites do trator, não o sobrecarregando, e frisa que transportar passageiros 'à pendura' é "proibido e perigoso".

Lusa

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