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Banco de Sangue Animal tem cães e gatos dadores e quer angariar coelhos e furões

O Banco de Sangue Animal (BSA), criado há cinco anos, no Porto, conta atualmente com uma lista de dadores de 500 cães e 300 gatos e prevê disponibilizar unidades de sangue de coelho dentro de quatro meses.

Em declarações hoje à Lusa, o médico veterinário Rui Ferreira, criador do projeto, explicou que além da angariação de dadores coelhos, que decorre, prevê também alargar o projeto a outros animais exóticos, como os furões, por exemplo.

"Em Portugal, não é muito frequente encontrar furões como animais de companhia, mas eles existem e são muito dóceis, já em Espanha [onde Rui Ferreira abriu uma filial do BSA há cerca de um ano, em Barcelona] a adoção de furões para companhia é normal", disse.

Segundo o veterinário, com um doutoramento na área da medicina transfusional em cães, são feitas em media, por mês, em Portugal, cerca de 200 transfusões de sangue, estimando que em cinco anos de funcionamento do banco tenham sido salvos cerca de 10 mil animais.

Esta unidade privada, com laboratório no Hospital Veterinário da Universidade do Porto, no âmbito de um protocolo estabelecido entre as duas entidades, pretende ser "uma plataforma de contacto entre os animais dadores que, de uma forma voluntária, pretendem ajudar outros animais e os pacientes críticos de clínicas e hospitais de todo o país, que precisam de realizar transfusões de sangue".

"Trabalhamos para que todas as transfusões sejam feitas com componentes sanguíneos seguros e livres de agentes infecciosos, garantindo a prestação de melhores cuidados médicos", disse Rui Ferreira, que dispõe de um outro laboratório em Linda-a-Velha e trabalha em articulação com clínicas e hospitais veterinários de todo o país, o que permite responder rapidamente a situações de emergência.

As dádivas, segundo explicou à Lusa, são voluntárias e podem ser feitas a cada três meses, desde que os animais sejam saudáveis.

No caso dos gatos, devem ter entre um e oito anos, mais de três quilos e viver dentro de casa, sem contacto com gatos de rua. Os cães devem ter também entre um e oito anos e pesar mais de 25 quilos.

No laboratório é feita a a separação dos vários componentes sanguíneos, segundo as normas e protocolos de bancos de sangue humanos. "Desta forma, a partir de uma unidade de sangue total conseguimos produzir diversos componentes - concentrado de eritrócitos, plasma, concentrado de plaquetas -, permitindo tratar vários animais com uma só dádiva de sangue", afirmou o especialista.

Os dadores têm direito a vacinas, desparasitação, análises clínicas e colocação de chips de identificação, gratuitos.


Lusa

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