sicnot

Perfil

País

Desafios dos idosos em debate no congresso das Misericórdias

Os principais desafios que os idosos enfrentam no atual contexto socioeconómico e as fragilidades do envelhecimento vão estar em debate no XII Congresso Nacional da União da Misericórdias Portuguesas (UMP), que começa esta quinta-feira no Fundão.

© Thierry Roge / Reuters

Como vão ser os próximos 25 anos? O que vai significar "ser velho"? Como integrar melhor as respostas sociais de todas as áreas, da saúde à segurança social, são alguns dos temas que as Misericórdias vão debater com base na sua experiência nesta área.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da UMP, Manuel Lemos, afirmou que o congresso, que decorre até sábado, vai "olhar para o envelhecimento de uma forma integrada, o cidadão como um todo".

"O próprio Estado olha muitas vezes para o idoso como quase o cortando às fatias. Uma coisa é o idoso doente, outra coisa é o idoso pensionista, outra coisa é o idoso dependente, como se o envelhecimento não fosse um processo natural", disse Manuel Lemos.

E, frisou, "é muito mais natural quanto tem aumentado de uma forma fantástica a esperança de vida", o que "é muito bom para cada um de nós".


Contudo, disse Manuel Lemos, também tem aumentado "outras coisas": "Ter muitos anos não é mau, até é bom. O que é mau é quando vêm as fragilidades".


No congresso irão ser debatidas questões práticas ligadas ao envelhecimento, como o apoio domiciliários versus institucionalização, o consumo e a mobilidade dos idosos.

"Um país que tem muitos mais idosos não tem particularidades no consumo", "Se há muitas mais pessoas idosas a atravessar as ruas, o tempo dos semáforos não devia ser diferente", questionou Manuel Lemos.

Relativamente à questão do apoio domiciliário e dos lares, o responsável comentou que todos defendem que a base do sistema tem de ser o apoio domiciliário, mas, questionou, como se faz este apoio?

"Há um número enorme de apoios domiciliários que apenas se fazem cinco dias por semana, como se ao sábado e ao domingo os idosos não precisassem de comer, beber ou tomar banho", disse, sublinhando que são questões que precisam de ser debatidas.

O congresso também irá tentar perceber como vão ser os próximos 25 anos "perante um envelhecimento cada vez mais ativo e onde as novas tecnologias terão um papel de destaque".

A este propósito, Manuel Lemos observou que "hoje as pessoas vivem quase um terço da sua vida depois da reforma", devendo manter-se ativas.

"Manter-se ativo é bom para a saúde, é bom para o envelhecimento e pode e deve ser bom para o país", sublinhou.

No encontro serão também debatidos os temas "economia social como fator de desenvolvimento, de solidariedade e de coesão na Europa", "o sistema atual e as fragilidades de cuidados continuados" e a sustentabilidade e inovação do sistema de cuidados integrados, com o tema "Fundos comunitários, inovação e solidariedade".

Com Lusa

  • Bombeiros ficaram de prevenção após intoxicação em Corroios
    1:16

    País

    17 alunos da escola EB 2+3 em Corroios, no Seixal, foram hospitalizados esta segunda-feira com sintomas de intoxicação alimentar. Os alunos, entre os 7 e os 14 anos, foram transportados 12 para o hospital Garcia de Orta, em Almada e cinco para o hospital do Barreiro. O transporte foi feito pelos bombeiros voluntários da Amora e do Seixal mantiveram uma equipa de socorro no local apenas por prevenção.

  • "Nada mais há a dizer" sobre a Caixa
    0:13

    Caso CGD

    O primeiro-ministro voltou esta segunda-feira a dizer que já não há nada para discutir, na polémica sobre a entrega de declarações de património dos gestores da CGD. Foram as declarações de António Costa, na Cidade da Praia, à margem da quarta cimeira bilateral entre Portugal e Cabo Verde.

  • Venda do Novo Banco terá que ser negociada em Bruxelas
    0:43

    Economia

    A venda do Novo Banco vai ter que ser negociada com Bruxelas, uma vez que o Lone Star planeia agora ficar com 65% da instituição, obrigando o Estado a manter uma posição no banco. O ministro das Finanças lembra que esta também era uma possibilidade mas salienta que o assunto está nas mãos do Banco de Portugal.

  • Trump e os jornalistas: uma relação (su)rreal
    2:08
  • Modelo obrigada a prometer que não volta a arriscar a vida numa sessão fotográfica
    1:46