sicnot

Perfil

País

Patrocínios asseguram orçamento de 1,2 M€ das Festas de Lisboa

Os patrocínios para as Festas de Lisboa deste ano ascendem a 1,48 milhões, valor que cobre o orçamento total, de cerca de 1,2 milhões de euros, e ainda é aproveitado para outros eventos na cidade, informou a organização.

© Nacho Doce / Reuters

Segundo o diretor de programação da Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC) de Lisboa, Pedro Moreira, este ano existem "cerca de 23 entidades" a apoiar financeiramente as festas da capital. Ao longo dos anos, os patrocínios "não só se têm estabilizado, como se têm incrementado ligeiramente".

"As Festas de Lisboa pagam-se a si mesmo, através do financiamento privado. Não são um encargo para o erário público", afirmou à Lusa o responsável da empresa municipal, referindo que este ano o valor dos patrocínios ultrapassa os 1,48 milhões, sobrando cerca de 280 mil euros após o financiamento das festas.

O valor remanescente dos patrocínios "é, normalmente, aproveitado para outra programação" que a EGEAC realiza ao longo do ano.

Contudo, para além do orçamento de 1,2 milhões de euros de orçamento, as festas da cidade recebem anualmente um investimento direto de "cerca de 700 mil euros" da Câmara de Lisboa para a atribuição dos subsídios às coletividades organizadoras das marchas e arraiais populares.

Pedro Moreira admite que o investimento total da Câmara de Lisboa deva ser, "seguramente, um valor mais elevado" do que os 700 mil euros.

A Lusa questionou a autarquia sobre a verba atribuída para as festas, mas não obteve resposta.

Para policiamento e segurança durante o período das Festas de Lisboa deste ano, a EGEAC investiu cerca de 100 mil euros, informou Pedro Moreira, sublinhando que a Câmara de Lisboa também tem uma verba associada para esse fim.

O diretor de programação destacou a "projeção nacional e até internacional" das Festas de Lisboa na angariação de patrocínios, referindo que um dos patrocinadores estáveis é o Turismo de Macau.

O interesse das empresas privadas em patrocinar as celebrações deve-se ao facto de ser "um evento de grande escala", afirmou o responsável, explicando que o valor investido é rentabilizado através da visibilidade no espaço público e da satisfação dos cidadãos em relação à qualidade da programação cultural.

Ao longo dos últimos anos, o orçamento da EGEAC para a programação das Festas tem "estado estável", na ordem de 1,2 milhões de euros, "fruto também da conjuntura económica e financeira do país", que não permite concretizar um incremento dos respetivos orçamentos, declarou Pedro Moreira.

Do orçamento destinado anualmente às festas, a EGEAC tem conseguido "uma maior rentabilização dos recursos" nos últimos anos, conseguindo "com as mesmas verbas produzir mais, realizar mais atividades".

Na perspetiva de Pedro Moreira, as Festas de Lisboa são "um importante impulsionador para a economia local", com um impacto "significativo" no incremento da taxa hoteleira.

Lusa

  • Principais factos da acusação no caso BPN dados como provados

    País

    O coletivo de juízes responsável pelo julgamento do processo principal do caso BPN, liderado por Luis Ribeiro, deu início à leitura do acórdão pelas 10:30, com quatro arguidos ausentes do tribunal, entre os quais Oliveira Costa. Os principais factos da acusação são dados como provados, mas a leitura deverá demorar algumas horas

  • Autódromo do Estoril está ilegal há 45 anos

    Desporto

    De acordo com o Público este equipamento desportivo, inaugurado na década de 70, não tem licença de construção nem de utilização. Uma notícia que apanhou de surpresa o executivo camarário de Cascais, liderado por Carlos Carreiras.

  • Seca na Bacia do Sado exige restrições ao uso da água no Alentejo

    País

    A Agência Portuguesa do Ambiente aprovou hoje um conjunto de medidas para gestão dos recursos hídricos, definindo medidas específicas para a bacia hidrográfica do Sado, a única que se encontra em situação de seca. Além da diminuição de regas em hortas e jardins, a APA recomenda o encerramento das fontes decorativas, a proibição de encher piscinas e de lavagem de automóveis.